Ficha do Filme

A BELA QUE DORME

(Bella Addormentata, 2012)

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DVD

Estreia

05/07/2013

Baseado na história real de Eluana Englaro, italiana de 38 anos que morreu após passar 17 anos em estado vegetativo. Ela estava em coma desde que sofreu um acidente de trânsito. Seus pais lutaram na Justiça para conseguir autorização que lhes permitisse deixar a filha morrer.

10
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Marco Bellocchio

Roteiro: Marco Bellochio, Stefano Rulli, Veronica Raimo

Elenco: Alba Rohrwacher, Alessandro Federico, Angela Favella, Antonio De Matteo, Antonio Pauletta, Brenno Placido, Bruno Cariello, Carla Stella, Carlotta Cimador, Carmelo Galati, Caterina Silva, Cristina Odasso, Diana Hobel, Diego Pagotto, Eleonora Fuser, Enrico Cavallero, Fabrice Scott, Fabrizio Falco, Federica Fracassi, Filippo Gili, Francesca Bigi, Francesca Golia, Francesco Roder, Giacomo Tarsi, Gianmarco Tognazzi, Gigio Morra, Giorgio Basile, Giulia Maulucci, Isabelle Huppert, Mario Martinelli, Maurizio Fanin, Maya Sansa, Michele Riondino, Paola Bonesi, Paola Tarantino, Pier Giorgio Bellocchio, Raffaella Cascino, Riccardo Cirilli, Roberto Herlitzka, Ruth Morandini, Sara Alzetta, Simona Nobili, Toni Servillo, Vanessa Scalera, Vittoria Piancastelli

Produção: Giovanni Stabilini, Marco Chimenz, Riccardo Tozzi

Fotografia: Daniele Ciprì

Montador: Francesca Calvelli

Trilha Sonora: Carlo Crivelli

Duração: 116 min.

Ano: 2012

País: Itália

Cor: Colorido

Estreia: 05/07/2013 (Brasil)

Distribuidora: Califórnia Filmes

Estúdio: Babe Film / Cattleya / Friuli Venezia Giulia Film Commission / La Banque Postale Images 5 / Rai Cinema / Sofica Manon 2

Classificação: 14 anos

Informação complementar: Imagens de arquivo de Silvio Berlusconi, Emma Bonino, Dalai Lama e Giorgio Napolitano

EXTRAS

» Locação

- Sem extras

- Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Italiano

- Legendas: Português

IMAGENS

CRÍTICA

por Cristina Tavelin

A discussão sobre a eutanásia de Eluana Englaro, italiana cujo acidente de carro deixou 17 anos em estado vegetativo, certamente, causou impacto maior do que se pode mensurar. A Bela que Dorme levou essa hipótese à vida de diversos personagens, na tentativa de transmitir os sentimentos causados pelo acontecimento. Conseguiu, em partes.

Em uma das histórias, uma mãe passa a vida esperando a filha desenganada acordar do coma.  A personagem vivida pela ótima Isabelle Huppert (A Professora de Piano) deixa tudo de lado, incluindo filho, marido e sua exímia carreira de atriz. Tenta acreditar em Deus, mas não consegue. Vê o tempo passar pela janela, tão imóvel quanto à garota prostrada na maca com tubos de oxigênio.

Os tons escuros de sua casa empregam o ar de temor semelhante ao de uma igreja. As cenas passadas dentro do lugar são as mais bonitas do filme, cujos traços marcantes não estão na parte estética. Sua força reside nos personagens.

Entre os que ganham maior destaque estão o senador de esquerda Toni Servillo e sua filha Maria, militante católica em defesa da vida de Eluana. Os dois entram em um embate particular sobre o assunto de abrangência mundial. A garota conhece Roberto e se apaixona por ele, que precisa lidar com um irmão com distúrbios mentais dependente de sua atenção. Além deles, uma junkie suicida e um médico idealista integram esse repertório, entre outros.

Apesar de o fundamento de cada história ser interessante e elas estarem entrelaçadas, não há fluência no ritmo do longa coescrito e dirigido por Marco Bellocchio. Quando você praticamente esqueceu um personagem, ele reaparece subitamente, enquanto outros não saem de vista; deixa a impressão de certas tramas terem sido elaboradas de forma mais cuidadosa na comparação com outras, de potencial tão ou mais envolvente.

Essa oscilação ao transitar por diferentes mundos não deixa espaço para o aprofundamento de alguns personagens e suas miríades de valores, crenças e sentimentos.  Apesar disso, o elenco leva vantagem por ser composto de bons atores, com desempenho notável até nas passagens rápidas.

A Bela que Dorme causa impacto por tratar de um tema tão controverso: a liberdade de escolha do indivíduo em relação à própria morte. Quando não há capacidade de decisão consciente, o assunto torna-se ainda mais delicado. E, ao tentar abordá-lo em toda sua amplitude, o longa não consegue manter o ritmo - mesmo com diversos pontos positivos.

Prêmios e Indicações


» Em 2012, vencedor do prêmio Marcello Mastroianni de Melhor Ator Jovem (Fabrizio Falco) e do Brian Award. Indicado também ao Leão de Ouro.

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