Ficha do Filme

A BRUXINHA E O DRAGÃO

(Lilly the Witch: The Dragon and the Magic Book/ Hexe Lilli: Der Drache und das Magische Buch, 2009)

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Estreia

22/01/2010

A bruxa Surulunda (Pilar Bardem) já está velha e precisa encontrar uma sucessora para ocupar o seu cargo. Para isso, ela conta com a ajuda de Hector (voz original de Michael Mittermeier), um desajeitado dragão de estimação. Hector acaba voando para o quarto da menina Lilly (Alina Freund), que topa em ser a nova bruxa, mas a jovem precisa passar em um teste experimental de 99 horas para provar que consegue manter um livro mágico seguro.

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Fantasia

Direção: Stefan Ruzowitzky

Roteiro: Stefan Ruzowitzky

Elenco: Alina Freund, Anja Kling, Ingo Naujoks, Leonard Boes, Marie-Lou Baumer, Michael Mittermeier, Pilar Bardem, Yvonne Catterfeld

Produção: Tom Roca

Fotografia: Peter von Haller

Trilha Sonora: Ian Honeyman

Duração: 89 min.

Ano: 2009

País: Alemanha / Itália / Áustria

Cor: Colorido

Estreia: 22/01/2010 (Brasil)

Distribuidora: Europa Filmes

Estúdio: Buena Vista International

Classificação: Livre

IMAGENS

CRÍTICA

por Heitor Augusto

É sempre uma tarefa complicada para a maioria dos críticos de cinema, especialmente os que ainda não atravessaram a paternidade ainda, escrever a respeito de filmes infanto-juvenis. Já faço esta ressalva para ninguém acusar que eu sou um chato que não sabe apreciar a magia de A Bruxinha e o Dragão.

Isto posto, tiro o chapéu para a versatilidade de Stefan Ruzowitzky. Ele começou no videoclipe (recordam-se de Tearin’ Up My Heart, do N’Sync?), dirigiu o assustador Anatomia, ganhou o Oscar com o sisudo Os Falsários e agora comanda uma fantasia baseada na personagem dos livros de Knister, a bruxinha Lili.

Há duas divisões muito claras no filme: a magia e o apelo infantil da garotinha e os trechos em que Ruzowitzky comanda o longa com a cabeça de um adulto, com referências a Chaplin e a Fritz Lang. Ao primeiro aspecto.

Numa floresta encantada, a bruxa boa que mantém a paz, Surulunda (Pilar Bardem), já está velha e precisa encontrar uma substituta para a tarefa de proteger o livro mágico, ameaçado pela ganância do vilão Hierônimus (Ingo Naujoks). Obviamente, ele quer dominar o mundo e, para tal, precisa do livro para construir uma máquina que vai instaurar a tristeza absoluta.

Qual a novidade do roteiro? Praticamente nenhuma. Óbvio que Lili (Alina Freund) vai querer usar a magia para fins pouco nobres e egoístas (alguém se lembra de Sabrina, A Aprendiz de Feiticeira?), vai precisar da ajuda da turma (Get Along Gang?), passar por desafios (Cinderela?) etc.

Mas há diversos momentos de muito bom gosto, especialmente a sequência inicial com uma borboleta passeando sobre uma linda aquarela. Não faltam aventura, piadas, sustos. Ou seja, mesmo sem a originalidade do roteiro (há algo mais óbvio que proteger um livro com mágicas?), está garantida a diversão das crianças.

Agora, confesso que o que mais me interessa em A Bruxinha e o Dragão é quando Ruzowitzky filma como gente grande. Para ilustrar como seria o mundo se Hierônimus o dominasse e instaurasse a tristeza, o diretor dirige e enquadra como se retratasse o nazismo.

Vai além e faz uma linda e eficiente referência a O Grande Ditador, além de construir a máquina destruidora tão poderosa quanto a Máquina do Coração, de Metrópolis. Momentos como esse, regados a música expressionista, mostram que Ruzowitzky sabe usar suas referências estéticas a favor da história a ser contada.

Para adultos que não morrem de paixão por filmes infanto-juvenis (meu caso), um deleite. Já para os que buscam o atrativo da magia dos contos de fadas adaptados aos tempos modernos, A Bruxinha e o Dragão não decepciona: é o óbvio bem executado. Fofinho, se preferirem.

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CURIOSIDADES

Do mesmo diretor de Os Falsários e Anatomia.
Baseado no livro de Knister.
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