Ficha do Filme

ALEMÃO

(Alemão, 2014)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

13/03/2014

Cinco policiais (Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Marcello Melo Jr., Milhem Cortaz e Otávio Muller) estão infiltrados no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em uma operação secreta: elaborar o plano de invasão para a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na comunidade. Poucos dias antes da ocupação, a identidade dos agentes é descoberta por Playboy (Cauã Reymond), o chefe do tráfico. Em meio à tensão crescente gerada pela expectativa de que, a qualquer momento, as forças de segurança invadirão o morro, os traficantes começam uma caçada incessante para eliminar os policiais, que há meses estão misturados aos moradores, vivendo bem próximos aos bandidos.

10
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Ação

Direção: José Eduardo Belmonte

Roteiro: Gabriel Martins

Elenco: Aisha Jambo, Alcemar Vieira, Andrea Cavalcanti, Antônio Fagundes, Caio Blat, Cauã Reymond, Gabriel Braga Nunes, Izak Dahora, Jefferson Brazil, Marcello Melo Jr., Marco Sorriso, Mariana Nunes, MC Smith, Micael Borges, Milhem Cortaz, Otávio Muller

Produção: Rodrigo Teixeira

Fotografia: Alexandre Ramos

Montador: Bruno Lasevicius

Trilha Sonora: Guilherme Garbato, Gustavo Garbato

Duração: 109 min.

Ano: 2014

País: Brasil

Cor: Colorido

Estreia: 13/03/2014 (Brasil)

Distribuidora: Downtown Filmes / Paris Filmes / RioFilme

Classificação: 16 anos

EXTRAS

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IMAGENS

CRÍTICA

por Roberto Guerra

Por muito tempo o Brasil desprezou o chamado cinema de gênero por sua associação inevitável com a produção hollywoodiana. Era coisa política mesmo, de resistência hostil a tudo que tivesse relação com o produto americano. Os filmes dessa época eram invariavelmente realistas e quase que obrigatoriamente tratavam de questões sociais. Os tempos mudaram, o público também, e a produção nacional volta a apostar no filme de gênero sem receio.

Alemão é um thriller policial assumido. É ambientado numa favela, trata do confronto entre bandidos e policiais, mas não é um "favela movie". Não tem pretensão maior que contar a história de cinco policias metidos numa enrascada. Disfarçados como moradores do Complexo do Alemão, são descobertos por traficantes e não podem ser resgatados para não por em risco a invasão da área que vai ocorrer em 48 horas. Até lá vão ter de se virar sozinhos para sobreviver à caçada comandada por Playboy, líder do tráfico vivido por Cauã Reymond.

Caio Blat (Samuel), Gabriel Braga Nunes (Danillo), Marcello Melo Jr. (Carlinhos), Milhem Cortaz (Branco), e Otávio Muller (Doca) interpretam a equipe de agentes infiltrados. Perseguidos pelos capangas de Playboy, se escondem no QG do grupo, uma pizzaria de fachada que serve de disfarce para o personagem de Muller. A tensão é grande não só porque podem ser capturados a qualquer momento. Sem saber como foram descobertos todos de uma vez, um clima de desconfiança se estabelece no grupo. Antônio Fagundes interpreta o delegado Valadares, que se vê impedido de resgatar a equipe da qual seu filho faz parte.

Alemão dá uma derrapada em sua primeira meia hora. A trilha sonora incidental onipresente tenta estabelecer um clima de apreensão a fórceps. Há um claro descompasso entre o desenvolvimento da tensão dramática e a música. O problema é resolvido logo depois quando começamos a conhecer os dramas pessoais de cada personagem e a aflição da situação começa a ser palpável para o espectador. Deste ponto em diante trilha e narrativa fazem parelha e se complementam.

O diretor José Eduardo Belmonte nunca havia trabalhado com o gênero. Realizador de filmes autorais, restrito a festivais e salas de arte, como Se Nada Mais der Certo (2009), aceitou o convite do produtor Rodrigo Teixeira e foi estudar: ver filmes que o ajudassem a entender a mecânica que caracteriza produções do tipo. Viu mais de 40 longas, revelou em entrevista. O esforço deu resultado.

Alemão consegue chegar à atmosfera de inquietude e angústia que pede um bom thriller policial. Tem ação, tiroteio, perseguição, explosão, mas sem a estrutura cara dos análogos americanos – o filme custou R$ 5 milhões. Produção muito bem-vinda neste momento do cinema nacional por ajudar a enfraquecer o cansativo embate polarizado que opõe filme comercial a filme "de arte". O cinema brasileiro não precisa de fronteiras guarnecidas por gente chata, precisa é de miscelânea.

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