Ficha do Filme

BEBÊS

(Babies, 2010)

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Estreia

15/04/2011

Todo mundo ama… bebês. O documentário segue quatro bebês do mundo, desde o nascimento até o primeiro ano de vida. O começo da vida das crianças é capturado, em seus países e culturas de origem - Mongólia, Namibia, Estados Unidos (São Francisco) e Japão (Tóquio) -, a jornada da vida que é única e ao mesmo tempo universal.

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Documentário

Direção: Thomas Balmès

Roteiro: Alain Chabat, Thomas Balmès

Produção: Alain Chabat, Amandine Billot, Christine Rouxel

Fotografia: Frazer Bradshaw, Jérôme Alméras, Steeven Petitteville

Trilha Sonora: Bruno Coulais

Duração: 80 min.

Ano: 2010

País: França

Cor: Colorido

Estreia: 15/04/2011 (Brasil)

Distribuidora: Europa Filmes

Estúdio: Canal+ / Chez Wam / StudioCanal

Classificação: Livre

IMAGENS

CRÍTICA

por Roberto Guerra

Sem narração, texto explicativo ou estrutura narrativa convencional. Assim é Bebês, documentário que convida o espectador a assistir e se deleitar com os primeiros meses de vida de quatro adoráveis crianças de diferentes partes do mundo.

A proposição do documentarista francês Thomas Balmès é atraente e o livrou de fazer mais do mesmo, afinal, documentários esquadrinhando cientificamente os primeiros anos de vida ou edulcorando o milagre do nascimento pululam na TV a cabo.

Bebês, felizmente, segue outra senda. Com belíssimas imagens captadas em alta definição, o filme abre uma janela de observação para essas crianças do momento do nascimento até os primeiros passos. Sem didatismo científico e sem elucubrações, o que vemos na tela são recém-nascidos descobrindo o mundo à sua volta.

Com o mínimo de informação (um simples nome e localização geográfica), cada bebê é apresentado: Ponijao, o último de nove irmãos nascido na Namíbia rural; Bayar, o caçula de dois irmãos que vive em uma tenda nas estepes da Mongólia; Mari, primeira filha de um casal de Tóquio; e Hattie, primogênita de um família de São Francisco.

Além do crescimento e descobertas das crianças, as peculiaridades culturais são ponto de destaque no filme. Enquanto os dois casais de classe média em Tóquio e São Francisco criam seus filhos dispondo de todo aparato tecnológico e educacional à disposição, o bebê mongol divide a água do banho com uma cabra e o africano engatinha sobre o chão de terra, que por vezes leva à boca.

Bebês, no entanto, relativiza a questão dos privilégios e privações. O simples contraste entre realidades tão díspares se encarrega de provocar reflexões no espectador. É impossível para alguém que vive no meio urbano não sentir certo desconforto ao ver as cenas do bebê africano sendo amamentado em meio ao barro e às moscas. Por outro lado, se pensamentos como esse vêm à tona, da mesma forma somos levados a questionar se o excesso de informação, os dispositivos educacionais, a tecnologia e grupos de orientação para pais de primeira viagem não vêm criando um grau de ansiedade e protecionismo potencialmente perigoso.

No filme, a câmera estabelece uma identificação com o ponto de vista das quatro crianças, o que nos leva a ver apenas partes dos corpos de seus pais ou encarar o mundo a partir de ângulos baixos. Os adultos no filme são figuras absolutamente supérfluas. Mesmo quando interagem com os bebês, a preocupação é mostrar as reações destes.

Bebês é uma obra cinematográfica bem filmada, recheada de belas tomadas e que ganha muito quando apreciada na tela grande. Portanto, se você tiver o privilégio de morar em uma cidade onde o filme entrará em cartaz, vá ao cinema assisti-lo em vez de esperar pelo DVD. Se tiver vivendo o momento da maternidade ou paternidade, o filme certamente terá um gosto especial.

Balmès revela ainda uma característica dos bons diretores: não acha cada minuto que filmou uma preciosidade imprescindível. Inteligente, percebeu quando seu filme começaria a se tornar enfadonho e repetitivo e tratou de encerrá-lo a tempo. Resultado: 79 minutos de um documentário atraente, sincero, emocionante e divertido.

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CURIOSIDADES

Feito a partir da ideia do diretor e ator francês Alain Chabat.
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