Ficha do Filme

CHERNOBYL - SINTA A RADIAÇÃO

(Chernobyl Diaries, 2012)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

20/07/2012

O filme conta a história de um grupo de jovens que, ao buscar um pouco de emoção durante as férias, viaja para o Leste Europeu, mais precisamente à cidade de Pripyat, abandonada após o holocausto de Chernobyl, ocorrido em 1986. Lá, eles percebem, tarde demais, que seres desumanos escondem-se na escuridão.
10
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Terror

Direção: Bradley Parker

Roteiro: Carey Van Dyke, Oren Peli, Shane Van Dyke

Elenco: Alex Feldman, Devin Kelley, Dimitri Diatchenko, Ingrid Bolsø Berdal, Ivan Djordjevic, Ivan JovicZinaida Dedakin, Ivana Milutinovic, Jay Kash, Jesse McCartney, Jonathan Sadowski, Kristof Konrad, Milos Timotijevic, Milutin Milosevic, Nathan Phillips, Olivia Dudley, Pasha D. Lychnikoff

Produção: Brian Witten, Oren Peli

Fotografia: Morten Søborg

Trilha Sonora: Diego Stocco

Duração: 90 min.

Ano: 2012

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 20/07/2012 (Brasil)

Distribuidora: Paris Filmes

Estúdio: Alcon Entertainment / FilmNation Entertainment

IMAGENS

CRÍTICA

por Roberto Guerra

Roteirizado e produzido por Oren Peli, criador da bem-sucedida franquia Atividade Paranormal, Chernobyl – Sinta a Radiação mostra um grupo de jovens turistas que vão visitar a cidade-dormitório de Pripyat, vizinha à usina nuclear de Chernobyl, local do famoso acidente nuclear de 86, e se deparam com estranhos acontecimentos. Este é o cenário para a enxurrada de clichês que vem adiante para tentar arrancar sustos dos espectadores – o que consegue algumas vezes –, mas nada o suficiente para apagar a sensação de que estamos assistindo a mais do mesmo.

A ideia de ambientar o filme em um lugar completamente abandonado – os moradores de Pripyat deixaram suas casas às pressas sem levar praticamente nada – é boa e, sem nenhum esforço, o clima de tensão se apresenta. O problema é que o cenário sombrio e cheio de possibilidades é mal aproveitado e a direção tacanha não consegue salvar o que um roteiro mal pensado já condenava ao fracasso.

Chernobyl não pode ser classificado como um mockumentarie - filmes em forma de documentário, mas que na verdade não são reais. No entanto, seu estilo de filmagem é basicamente o mesmo: uma câmera que acompanha os personagens gravando como se fosse pela ótica de um deles.

Se algo merece ser destacado – e que anda em falta nos filmes do gênero lançados ultimamente - é o clima envolvente. Depois de 15 minutos de projeção o público já está preso à história, mas o filme, em vez de alimentar, desconstrói o suspense e a tensão ao longo do tempo. Ao final, temos mais uma trama sobre jovens ingênuos que se veem envolvidos numa situação mórbida e inusitada da qual provavelmente não sairão vivos.

O filme tenta ser inovador, mas passa ao largo. O enredo é bastante óbvio e abundante em incongruências narrativas que destroem aos poucos a credibilidade e realismo presente no início da trama. Ao longo da projeção um sem número de lugares-comuns são apresentados, como o namorado que entrega a aliança para a futura noiva pouco antes de morrer ou aquela velha e batida brincadeira de alguém simular está sendo atacado para pregar um susto nos amigos.

Nos minutos finais do filme, as respostas aos eventos “sobrenaturais” começam a ser dadas, o que piora ainda mais o que já não ia bem. As explicações para os acontecimentos são tão bobas que seria preferível um final aberto, mesmo não sendo o ideal. Ao menos seria mais aceitável e não faria de Chernobyl – Sinta a Radiação mais um filme de terror de baixa qualidade e nenhuma imaginação.


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