Ficha do Filme

CÍRCULO DE FOGO

(Pacific Rim, 2013)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

09/08/2013

Quando legiões de criaturas monstruosas, conhecidas como Kaiju, começaram a surgir do mar, iniciou-se uma guerra que custaria milhões de vidas e consumiria os recursos da humanidade por anos a fio. Para combater os Kaiju gigantes, um tipo especial de arma foi inventada: enormes robôs, chamados Jaegers, que são controlados simultaneamente por dois pilotos, cujas mentes estão trancadas em uma ponte neural. Mas mesmo os Jaegers estão se mostrando quase indefesos diante dos Kaiju implacáveis. À beira da derrota, as forças que defendem a humanidade não têm escolha senão voltarem-se para dois heróis improváveis: um ex-piloto vencido e um estagiário não testado que se juntam para dirigir um lendário, mas aparentemente obsoleto, Jaeger do passado. Juntos, representam a última esperança da humanidade contra o apocalipse que se aproxima.

7
Nota do Público

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Ação

Direção: Guillermo del Toro

Roteiro: Travis Beacham

Elenco: Alan Tang, Brad William Henke, Burn Gorman, Charlie Day, Charlie Hunnam, Clifton Collins Jr., David Richmond-Peck, Derek Herd, Diego Klattenhoff, Emerson Wong, Heather Doerksen, Idris Elba, Jake Goodman, Joe Pingue, Justin Major, Larry Joe Campbell, Mark Baldessara, Max Martini, Milton Barnes, Phi Huynh, Rinko Kikuchi, Robert Kazinsky, Robert Maillet, Ron Perlman, Tyler Stevenson, William S. Wong

Produção: Jon Jashni, Mary Parent, Thomas Tull

Fotografia: Guillermo Navarro

Montador: John Gilroy, Peter Amundson

Trilha Sonora: Ramin Djawadi

Duração: 132 min.

Ano: 2013

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 09/08/2013 (Brasil)

Distribuidora: Warner Bros

Estúdio: Legendary Pictures

Classificação: 12 anos

EXTRAS

» Locação

- Sem extras

- Formato da Tela - 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Português, Inglês, Espanhol

- Legendas: Inglês, Espanhol

» Locação

- Sem extras

- Formato da Tela - 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Português, Inglês, Espanhol

- Legendas: Inglês, Espanhol

IMAGENS

CRÍTICA

por Daniel Reininger

Círculo de Fogo é a melhor surpresa do ano. Depois de lutar contra o rótulo simplista de cópia de Transformers, o filme de Guillermo Del Toro mostra personalidade e supera com facilidade a trilogia de Michael Bay em todos os aspectos. Diversão é a palavra-chave deste blockbuster e muitos fãs de ação e ficção científica devem adicioná-lo à lista de favoritos.

Repleto de referências à cultura pop japonesa, o longa parece uma versão Live Action de animes. Embora a alegria infanto-juvenil esteja garantida, o público adulto, principalmente àqueles acostumados com Power Rangers e Ultraman, tem tudo para curtir a guerra entre robôs (os Jaegers) e monstros gigantes (os Kaiju). E quem for capaz de captar referências a clássicos como Evangelion e H.P. Lovecraft vai aproveitar ainda mais.

Como era de se esperar, Círculo de Fogo é um espetáculo visual com cores fortes e efeitos de primeira qualidade. Os viscerais combates são claros e permitem entender cada movimento dos lutadores. Destaque também para a direção de arte, que criou um universo em decadência totalmente adaptado à guerra global.

Mais impressionante ainda são os robôs e monstros, frutos da mente criativa de Del Toro. É possível sentir a animação do cineasta mexicano a cada cena, que recebeu carta branca da Warner para criar o filme de seus sonhos. A consequência negativa dessa liberdade é a presença de personagens como Dr. Newton Geizler (Charlie Day) e Hannibal Chau (Ron Pearlman), que parecem ter saído de filmes de ação dos anos 80.

Embora Idris Elba e a dupla de protagonistas (Raleigh e Mako) segurem a onda, os relacionamentos são simplórios e muito tempo é perdido com conversas desnecessárias. A rivalidade entre o recém-chegado herói e o melhor piloto da base tem a mesma dinâmica de Top Gun. Além disso, outros tripulantes dos Jaegers são demasiadamente estereotipados e sua única função é garantir boas lutas.

Em contrapartida, o longa ganha profundidade com outro aspecto interessante: a conexão neural entre os pilotos e a máquina. Como os robôs são enormes, é preciso duas pessoas no comando e suas mentes pecisam estar conectadas para agirem como os dois hemisférios do cérebro humano. Por isso, ambos dividem sensações e lembranças  com ramificações interessantes - algumas das melhores cenas nascem dessa ideia.

Questões atuais, como a preocupação ambiental e consumismo, estão presentes, entretanto é a capacidade de união da humanidade que mais chama a atenção. Não existe patriotismo exagerado e as nações servem apenas como inspiração visual para os robôs. A crítica social, por sua vez, recai sobre os políticos, mostrados como inescrupulosos e incapazes de tomarem as decisões corretas por medo de perderem seus cargos – mesmo diante do apocalipse.

Círculo de Fogo funciona e diverte, apesar de possuir algumas falhas. É fácil ignorá-las enquanto estamos entretidos com robôs batendo em monstros, porém quando paramos para pensar, percebemos que clichês e humor fora de hora impedem este de ser o melhor filme da carreira de Guillermo Del Toro.  Mesmo assim, essa produção merece ser vista no cinema, principalmente em Imax e ao lado de bons amigos.

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