Ficha do Filme

CRÔ

(Crô, 2013)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

29/11/2013

Após herdar uma fortuna, Crodoalvo Valério, mais conhecido como "Crô", não quer apenas uma vida de milionário. Decidido a encontrar uma nova paixão, ele inicia uma busca entrevistando diversos tipos de mulheres. vida, ele inicia uma busca pessoal que faz com que entreviste diversas peruas. Seu objetivo é encontrar aquela que seja melhor qualificada para que ele próprio possa servir como mordomo, assim como fez com sua antiga patroa.

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia

Direção: Bruno Barreto

Roteiro: Aguinaldo Silva

Elenco: Alexandre Nero, Ana Maria Braga, Carlos Machado, Carolina Ferraz, Gaby Amarantos, Ivete Sangalo, Karin Rodrigues, Katia Moraes, Marcelo Serrado, Milhem Cortaz, Nataly Cabanas, Urzula Canaviri

Produção: Paula Barreto

Fotografia: Hugo Colace

Montador: Jair Peres

Trilha Sonora: Ed Côrtes

Duração: 86 min.

Ano: 2013

País: Brasil

Cor: Colorido

Estreia: 29/11/2013 (Brasil)

Distribuidora: Paris Filmes

Estúdio: Downtown Filmes / Globo Filmes / L. C. Barreto

Classificação: 12 anos

Informação complementar: Filme baseado no personagem Crodoaldo Valério, o mordomo gay da novela Fina Estampa, da Rede Globo.

EXTRAS

» Locação

» Venda

- Sem Extras

- Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Português

- Legendas: Português

» Locação

» Venda

- Sem Extras

- Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Português

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CRÍTICA

por Roberto Guerra

Levaram Crô, personagem de sucesso vivido por Marcelo Serrado na novela Fina Estampa, para a telona. O próprio criador do tipo afetado e cheio de maneirismos, o novelista Aguinaldo Silva, assina o roteiro. Na direção está o experiente Bruno Barreto. O que poderia dar errado?

-Congela!
-Descongela!

Aparentemente, tudo. A começar por bordões como o que acabei de usar que são repetidos exaustivamente ao longo do filme. O personagem, que já é caricato, transforma-se em algo irreal na tela, o suprassumo do exagero, uma espécie de boneca tresloucada a repetir citações pretensamente engraçadas, mas que na verdade soam irritantes.

Artificiais, a bem da verdade, são todos os personagens. Nada é convincente, nada funciona. O que vemos - a certa altura um tanto constrangidos -são esforços dramáticos e cômicos resultarem em coisa alguma. A trama é um verdadeiro samba do crioulo doido que não se sustenta. Aquela distância entre a poltrona e o que se desenrola na tela não desaparece. Pelo contrário, se alonga como se estivéssemos vendo o filme com um binóculo invertido.

-Congela!
-Descongela!

 

No filme, Crodoaldo, depois de herdar uma fortuna de sua ex-patroa falecida, está entediado com a vida nababesca de novo rico. Tenta ser cantor, estilista e cabeleireiro, mas fracassa em todas as aspirações. Depois de um sonho com sua mãe (Ivete Sangalo), descobre que seu destino é servir, ser mordomo.

Ele inicia então um processo de seleção para encontrar uma candidata a patroa que se enquadre nos níveis desejados de sofisticação e malvadeza, o que desperta o interesse da aspirante à socialite Vanusa (Carolina Ferraz), que comanda ao lado do marido (Milhem Cortaz) uma confecção de roupas que escraviza imigrantes ilegais bolivianos.

-Congela!
-Descongela!

A história serve para evidenciar ainda mais o amadorismo dos realizadores na condução de uma produção que deveria ser engraçada. Não se consegue extrair humor das vilezas praticadas pelo casal vivido por Carolina Ferraz e Milhem Cortaz. Para piorar, temos o drama de uma criança que tenta fugir da confecção onde é mantida escravizada. A graça não entra aqui. O roteiro de Silva tem a mecânica de uma novela, dividido em núcleos, o que naturalmente não funciona no cinema que precisa de unidade dramática mais coesa.

-Congela!
-Descongela!

Já está de saco cheio desse "congela", "descongela?" Mil perdões, mas a ideia era prepará-lo psicologicamente para encarar Crô.

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