Ficha do Filme

COMO NÃO PERDER ESSA MULHER?

(Don Jon, 2012)

Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela inativa Estrela inativa Estrela inativa

DVD

BLU-RAY

Estreia

06/12/2013

Um jovem viciado em filmes pornôs (Joseph Gordon-Levitt) leva uma vida sem relacionamentos sérios, até que uma mulher arrasadora (Scarlett Johansson) o arrebata em uma paixão inesperada. Aos poucos, ele perde sua identidade, mas os sábios conselhos de uma amiga o fazem abrir os olhos para o mundo real e expectativas fora da realidade que norteavam sua vida.

6
Nota do Público

Vote

COMPARTILHE:

FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia

Direção: Joseph Gordon-Levitt

Roteiro: Joseph Gordon-Levitt

Elenco: Amanda Perez, Anne Hathaway, Brie Larson, Channing Tatum, Cuba Gooding Jr., Glenne Headly, Italia Ricci, Jeremy Luke, Joseph Gordon-Levitt, Julianne Moore, Lindsey Broad, Loanne Bishop, Rob Brown, Sarah Dumont, Scarlett Johansson, Sloane Avery, Tony Danza

Produção: Ram Bergman

Fotografia: Thomas Kloss

Montador: Lauren Zuckerman

Trilha Sonora: Nathan Johnson

Duração: 90 min.

Ano: 2012

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 06/12/2013 (Brasil)

Distribuidora: Imagem Filmes

Estúdio: HitRecord Films / Ram Bergman Productions / Voltage Pictures

Classificação: 16 anos

EXTRAS

» Locação

- Sem extras

- Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Inglês e Português

- Legendas: Inglês e Português e Espanhol

» Locação

- Sem extras

- Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Inglês e Português

- Legendas: Inglês e Português e Espanhol

IMAGENS

CRÍTICA

por Daniel Reininger

Apenas um ator carismático como Joseph Gordon-levitt poderia encarar o papel de um viciado em pornografia de forma tão agradável. Ele é o diretor e protagonista de Como não Perder essa Mulher, que até pode ter nome de comédia romântica, mas é uma crítica à cultura de objetificação do ser humano e uma brincadeira com a forma como isso dificulta a intimidade entre duas pessoas.

Jon Martello (Levitt) é um homem de simples prazeres: malhação, família, igreja, amigos e pornografia. No entanto, ele dá atenção especial ao último item. Mesmo após sexo real, algo comum em sua vida - afinal não é a toa que o chamam de Don Jon -, ele não resiste a um clipe erótico. Sua mente está sempre à deriva em situações improváveis e, como ele mesmo diz, prefere pornôs à coisa real.

Gordon-Levitt, em sua estreia na direção, usa a luta de Jon contra o vício para explorar a sexualidade e relacionamentos. Na trama, tudo começa com a procura de uma garota na balada. Ela precisa ter beleza nota 10, uma raridade que vale qualquer esforço. Eis que entra em cena Barbara, versão em carne e osso das maiores fantasias masculinas, algo como a versão live-action de Jessica Rabbit, e uma das melhores atuações de Scarlett Johansson no cinema.

É óbvio que Jon se interessa e vai longe para conseguir sair com ela. Ele só não esperava ser sugado para um relacionamento no qual é obrigado a cumprir todos os desejos da moça, sem espaço para esboçar reação. A questão é que Barbara insiste em algo mais tradicional, arrasta Jon ao cinema para assistir filmes melosos – com ótima participação de Channing Tatum e Anne Hathaway - e insiste em conhecer seus pais. O resultado é o anulamento quase total da personalidade do rapaz, que apenas não abre mão de seus amados vídeos.

A partir daí, a trama funciona como as comédias românticas mais convencionais, apesar da crítica continuar presente. O foco muda um pouco e a narrativa passa a mostrar o outro lado da moeda: expectativas românticas socialmente aceitáveis e completamente irreais. Para reforçar as mensagens, aparece Esther (Julianne Moore), mulher mais velha com visão madura e realista do mundo, que começa a abrir os olhos do protagonista.

Diferente de Shame, que usa abordagem artística e dramática para tratar do mesmo assunto, Don Jon (nome original e mais adequado) é caricato e usa linguagem particular das comédias românticas. O mais surpreendente é a decisão de Gordon–Levitt de inserir cenas de filmes pornôs em cortes rápidos e certeiros, que causam choque e funcionam perfeitamente em conjunto com a narrativa.

Por sinal, o ator mostra potencial para dirigir e consegue boas cenas com fotografia inspirada e montagem ágil, que cumprem um propósito. Entretanto, como roteirista ele é indulgente, pois explica demais alguns conceitos, além de criar situações interessantes que acabam deixadas de lado. É o caso de Tony Danza no papel de um patriarca italiano autoritário. O relacionamento de pai e filho é explosivo e engraçado, mas poderia ter sido mais bem explorado.

Como não Perder essa Mulher não é para todos os públicos, embora seja muito mais fácil de digerir do que produções com viés artístico. Sua visão transgressora do mundo arranca risadas e ainda apresenta lições importantes sobre relacionamentos, mesmo que, por vezes, faça isso de maneira quase didática. Erro perdoável para um filme de estreia, ainda mais um tão divertido.

COMENTAR

comments powered by Disqus
Parceiro R7