Ficha do Filme

ELA

(Her, 2013)

Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela inativa Estrela inativa

Estreia

14/02/2014

Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer "Samantha", uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro. ELA é uma história de amor original que explora a natureza evolutiva -- e os riscos -- da intimidade no mundo moderno.

8
Nota do Público

Vote

COMPARTILHE:

FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia Dramática

Direção: Spike Jonze

Roteiro: Spike Jonze

Elenco: Amy Adams, Artt Butler, Bill Hader, Brian Johnson, Chris Pratt, Dane White, David Azar, Dr. Guy Lewis, Evelyn Edwards, Gracie Prewitt, James Ozasky, Joaquin Phoenix, Kristen Wiig, Luka Jones, Matt Letscher, May Lindstrom, Melanie Seacat, Nicole Grother, Olivia Wilde, Pramod Kumar, Rooney Mara, Samantha Sarakanti, Scarlett Johansson, Steve Zissis

Produção: Megan Ellison, Spike Jonze, Vincent Landay

Fotografia: Hoyte Van Hoytema

Montador: Eric Zumbrunnen, Jeff Buchanan

Trilha Sonora: Owen Pallett

Duração: 126 min.

Ano: 2013

Cor: Preto e Branco

Estreia: 14/02/2014 (Brasil)

Distribuidora: Sony Pictures

Estúdio: Annapurna Pictures

Classificação: 14 anos

IMAGENS

CRÍTICA

por Cristina Tavelin

Her poderia ser um filme apenas sobre Ela, mas é sobre todos os relacionamentos - mais precisamente, incide na linha que os amarra e também os destrói: a comunicação. Num estilo retrô-futurista, indie-deprê, e sujeito a tantas outras denominações porque é pop até o osso, o novo longa de Spike Jonze se mostra uma das obras mais bonitas e sensíveis dos últimos tempos.

Esteticamente, tem uma direção de arte perfeccionista baseada em cores marcantes, além de um trabalho delicado de fotografia. A trilha sonora composta por Arcade Fire e canções interpretadas pelos protagonistas - com direito a ukulele - tocam de forma nostálgica e compõe um filme que, certamente, ganhará o público alternativo, assim como o fez Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças.

Theodore, personagem vivido pelo ótimo Joaquin Phoenix, divide a vida entre escrever belas cartas por encomenda, jogar videogame e acessar chats para conhecer garotas. Até conhecer um novo Sistema Operacional, o qual configura com o nome de Samantha.

O mérito do argumento está em colocar o processo de evolução humana também na SO, mas em um nível muito mais avançado em termos de conhecimento e de emoções. Ler um livro em fração de segundos e apreender experiências emocionais para toda a vida são passos simples para ela, configurada em sua base a partir de informações de Theodore.

Scarlett Johansson surpreende dando vida à essa voz. A atriz não era a primeira opção de Jonze, cuja escolha inicial se dirigiu a uma desconhecida por parte do grande público. Essa mudança impactou todo o imaginário do filme, construído em torno da figura de Scarlett com seu papel de musa no mundo real.

+ Entenda o efeito de Scarlett Johansson em Ela

O fato de não possuir um corpo torna complexa a relação dos protagonistas, o que leva a SO a ter ciúmes e até planejar um ménage à trois numa das sequências mais interessantes do filme. Imagine só uma terceira pessoa tentando intermediar essa situação impossivelmente carnal?

Se pensarmos que ninguém é o que mostra num perfil das redes sociais, por exemplo, a passagem se assemelha à decepção do que sai da tela para a realidade. Mais do que mera ficção científica, a graça de Ela está em ser uma grande metáfora.

Essas limitações do corpo remetem às limitações da morte na medida em que a possibilidade de comunicação nos moldes conhecidos vai desaparecendo. A relação fica evidente em uma das últimas falas de Samantha.

Mas qual a importância corpo? Qual seria o parâmetro para julgar o real? Amy (Amy Adams), amiga de Theodore, coloca exatamente esse ponto ao pensar na paixão como uma forma de loucura. E os SOs também têm seu próprio mundo. Theodore nunca alcançará a comunicação pós-verbal de Samantha e ela nunca lhe será exclusiva, pois a tecnologia se espalha rapidamente.

Na trama, o protagonista está em um processo de separação da esposa Catharine (Rooney Mara) e as passagens nas quais recorda a ex são extremamente bonitas pois geram reflexões acerca da evolução necessária do outro e como, faltamente, os dois tornam-se estranhos e dispensáveis.

Ao aproximar a tecnologia dos sentimentos mais humanos possíveis, Ela deixa de lado julgamentos e evidencia os limites da realidade a partir da percepção de cada um. Além disso, não importa o tipo de material - nada dura para sempre. 

Prêmios e Indicações

2014

>> Oscar: Indicado na categoria Melhor Canção Original (Karen O, The Moon Song, Spike Jonze, The Moon Song)

>> Oscar: Indicado na categoria Melhor Direção de Arte (Gene Serdena, K. K. Barrett)

>> Oscar: Indicado na categoria Melhor Filme

>> Oscar: Vencedor na categoria Melhor Roteiro (Spike Jonze)

>> Oscar: Indicado na categoria Melhor Trilha-Sonora (William Butler, Owen Pallett)

COMENTAR

comments powered by Disqus
Parceiro R7