Ficha do Filme

EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DO QUE EU TÔ FAZENDO COM A MINHA VIDA

(Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida, 2011)

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Estreia

20/12/2013

Clara não faz a menor ideia do que está fazendo com a sua vida. Escolheu fazer medicina na faculdade pelo simples fato de que toda a sua família é formada por médicos respeitados. Não era o que queria, mas ela também não sabe se existe alguma profissão específica com a qual realmente se identifique. Começa, então, a matar aulas e inicia uma nova vida paralela durante as manhãs, na qual acaba conhecendo um jovem rapaz que a incentiva a fazer experiências práticas para descobrir, do jeito dela, do que realmente gosta e qual é o seu talento.

10
Nota do Público

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia Dramática

Direção: Matheus Souza

Roteiro: Matheus Souza

Elenco: Alexandre Nero, Augusto Madeira, Bel Garcia, Bianca Byington, Camila Amado, Clarice Falcão, Cristiana Peres, Daniel Filho, Gregório Duvivier, Kiko Mascarenhas, Leandro Hassum, Nelson Freitas, Rodrigo Pandolfo, Wagner Santisteban

Produção: Matheus Souza

Fotografia: Luísa Mello

Duração: 90 min.

Ano: 2011

País: Brasil

Cor: Colorido

Estreia: 20/12/2013 (Brasil)

Estúdio: Zeugma Produções

Classificação: 10 anos

IMAGENS

CRÍTICA

por Paulo Cintra

I Wanna Be Cult. Esta é a mensagem que a nova produção assinada pelo jovem talento Matheus Souza passou para mim e para parte do público presente à sua primeira sessão na Mostra de São Paulo. Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida é o segundo longa do diretor e um grande retrocesso em relação ao seu último trabalho: Apenas o Fim, de 2008.

Apesar de ter sido rodado com apenas 20 mil reais e contar com a participação gratuita de diversos atores, o principal problema do filme é outro: o roteiro. Retrato da geração na qual o cineasta e este que vos escreve também faz parte, o enredo traz muita informação, em tão pouco tempo, que você fica anestesiado e não consegue acreditar no argumento principal da trama. Na verdade o que temos aqui é mais um amontoado de ideias do que uma história propriamente dita.

Atores globais entram e saem de cena a todo o momento, todos conhecidos do grande público: Leandro Hassum, Daniel Filho, Kiko Mascarenhas e muitos outros. A cena protagonizada por Hassum é uma verdadeira vergonha alheia. Você tem vontade de correr para fora da sala de cinema o mais rápido possível, após o ator tentar “terminar o relacionamento” com a sua mãe.

Outro problema são as diversas piadas envolvendo a Rede Globo, que apesar de algum teor crítico, soam como um quadro do Vídeo Show, aquela brincadeira leve, programada e que, no fundo, serve para enaltecer a emissora de televisão.

A protagonista Clarice Falcão alterna altos e baixos, mas tem um resultado final satisfatório. Já o seu par quase romântico, Rodrigo Pandolfo, tenta viver sem sucesso um adolescente da classe média carioca. O resultado dos dois é um casal assexuado que conseguiria facilmente um papel na novela teen Malhação. Um relacionamento chatíssimo, digno de um romance à la Crepúsculo.

Em uma cena, Clara, personagem de Clarice Falcão, diz que “acha muito difícil ser blasé” e por isso havia desistido de seguir o gênero. No entanto, é exatamente isso que a produção de Matheus Souza é: Blasé. A trilha sonora que começa com Mallu Magalhães e termina com o ex-Los Hermanos, Marcelo Camelo, reforça este pensamento. Aliás, Mallu seria a protagonista perfeita para o longa já que, com toda a sua introspecção, o papel principal cairia como uma luva para ela.

É claro que existem bons momentos, principalmente em piadas envolvendo o tema cinema; porém, os erros se sobressaem em quantidade e importância. Existe um discurso - presente a todo momento - para fortalecer a visão romântica de que todo adolescente pode ser irresponsável. Isso soa de maneira tão irritante que faz você desistir de vez do filme.

Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida
aposta em diálogos longos, característicos do jovem diretor, mas que não funcionam com este elenco, exceção para Daniel Filho e Gregorio Duvivier. O resultado final é algo tão nichado que só deve agradar jovens que vivem de mesada dos pais e frequentam a Vila Madelena, em São Paulo, ou a Lapa e a PUC carioca.

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