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INVASÃO À CASA BRANCA

(Olympus Has Fallen, 2013)

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02/04/2013 20h48
por Roberto Guerra

Os clichês e situações improváveis reunidos neste filme de ação são até perdoáveis. Não dá para assistir à Invasão à Casa Branca querendo verossimilhança, grandes atuações e diálogos inspirados. O que incomoda mesmo é a costumeira patriotada norte-americana. Ainda assim, o diretor Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) consegue extrair tensão e manter o clima de ação até o fim, mesmo que tropeçando aqui e acolá.

O longa é um revival, sem as mesmas qualidades, de Duro de Matar: herói solitário e durão enfrenta sozinho grupo de terroristas treinados e salva a pátria – não sem antes apanhar muito, claro. Seu nome é Mike Banning (Gerard Butler), ex-chefe dos agentes responsáveis pela segurança presidencial. Um preâmbulo mostra o que o afastou de suas funções e o deixou atormentado desde então, afinal, herói que se preze tem de de ser perseguido por algum acontecimento do passado.

Os lugares-comuns seguem: há um menino prodígio, filho do presidente, esperto o suficiente para enganar os terroristas. Um vilão maléfico cujos propósitos reais só vamos descobrir ao final do filme. Uma mulher abnegada e preocupada com o destino de seu marido-herói e, claro, um gabinete de crise cheio de burocratas que pensam saber como contornar o problema. Ignore os clichês, do contrário não vai curtir o filme.

O que faz Banning voltar ao trabalho dá título ao filme: a improvável invasão da Casa Branca, o prédio mais protegido do mundo, por um grupo de terroristas norte-coreanos. Sim, é ridículo, mas o filme assume o absurdo e nos leva para dentro do improvável contexto. Em poucos minutos os vilões deixam o maior potência militar do planeta em xeque, sequestram o presidente, o vice e a secretária de defesa. Banning é o único que pode reverter a situação.

O quão irreal são os acontecimentos não é o que importa, mas como o filme lida com a situação. As cenas de confronto entre o agente e os vilões dentro dos corredores da Casa Branca são bem feitas e mantêm o clima aflição no espectador. A produção se leva a sério e não abre espaço para que o espectador a veja como uma paródia de si mesma, o que poria tudo a perder.

Filme é pretensão e a ideia aqui era fazer um thriller de ação modesto e eficiente. Neste ponto Invasão à Casa Branca cumpre o que promete. O longa peca quando avança no terreno do patriotismo exacerbado. Algo aceitável para o americano médio, mas um tanto irritante para outros públicos.


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