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NEM QUE A VACA TUSSA

(Home on the Range, 2003)

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22/05/2009 11h03
por Angélica Bito
As animações produzidas ultimamente pelos estúdios Disney não têm feito muito sucesso, e isso não é novidade (lembre-se que Procurando Nemo e Monstros SA são da Pixar). Por isso, Nem Que a Vaca Tussa chega aos cinemas sem fazer muito barulho, especialmente depois dos fiascos Irmão Urso e Planeta do Tesouro. Só que a nova animação da Disney, mesmo reciclando os eternos clichês, criados pelo próprio estúdio, é uma boa opção de diversão. Produzido em traços e cores old school, Nem Que a Vaca Tussa é simples, sem pretensão alguma, e divertido.

Como em alguns clássicos desenhos do Pica-Pau que vemos na TV, a produção é uma animação rancheira: ladrões de gado procurados pelo xerife (que, claro, ostenta uma estrela de cinco pontas dourada em seu uniforme); as planícies e montanhas do Oeste americano; fazendas. Neste ambiente, Nem Que a Vaca Tussa conta a história de três vacas - Senhora Calloway (voz de Fernanda Montenegro na versão dublada), Maggie (Cláudia Rodrigues) e Grace (Isabela Garcia) - que moram na fazenda Pedaço do Céu ao lado de outros simpáticos animais. O problema é que o banco começa a cobrar a dívida dos fazendeiros que, um a um, passam a perder suas terras, leiloadas para o pagamento do montante. Pearl, dona do Pedaço do Céu, não escapa e, quando a fazenda está prestes a ser vendida, as três vacas resolvem ir à cidade para conseguir o dinheiro necessário - exatamente a quantidade paga pelo xerife a quem capturar o bandido Alameda Slim, que vem roubando gado da região.

Nem Que a Vaca Tussa é uma animação cheia de comédia e personagens carismáticos. Aqui, os humanos têm pouca vez: os protagonistas são os animais pitorescos e cheios de personalidade que desfilam em paisagens áridas. Seu estilo é das antigas, similar aos desenhos velhos que ainda vemos na TV, o que pode agradar também aos mais grandinhos graças ao cheiro de infância que esse tipo de trabalho traz.

O filme é um musical de animação bem ao estilo Disney: personagens carismáticos, músicas que grudam (neste caso, compostas por Alan Menken e Glenn Slater, responsáveis pelos sucessos musicais de A Bela e a Fera, por exemplo), bandidões. Não é uma obra-prima. Também não vai ficar na história do cinema como alguns trabalhos anteriores do estúdio, mas consegue proporcionar alguma diversão ao espectador. E, no fim das contas, poucas coisas interessam, além disso, quando se trata de um desenho da Disney.

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