Críticas

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O ÚLTIMO SAMURAI

(The Last Samurai, 2003)

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16/01/2004 00h00
por Roberto Guerra
Em 1986, Tom Cruise despontava para o estrelato com Top Gun - Ases Indomáveis. De lá para cá, muita coisa mudou na vida do ator, hoje um dos nomes mais rentáveis de Hollywood. Mas não foi só a conta bancária e o prestígio de Cruise que cresceram. Carregando o estigma da beleza, Cruise batalhou conscienciosamente ao longo desses 17 anos para ter seu potencial dramático reconhecido. Hoje, mesmo o mais reticente dos críticos teria de admitir que o ator melhorou muito. Sua filmografia lhe serviu como escola e seria injusto dizer que ele é apenas um rosto bonito nas telas. Para quem ainda tem alguma dúvida, a pedida é assistir a O Último Samurai, superprodução de US$ 100 milhões que estréia na sexta-feira 16.

Dirigido por Edward Zwick (Tempo de Glória e Lendas da Paixão), O Último Samurai traz Cruise interpretando o capitão do Exército americano Nathan Algren, um ex-combatente da Guerra da Secessão atormentado por suas reminiscências e entregue ao alcoolismo. Do outro lado do mundo, o Japão feudal começa a se desmoronar e estreitar seus laços com o Ocidente. Os samurais, que dominaram o país por oito séculos, até o final da ditadura militar nipônica denominada Shogunato, praticamente estão extintos. Mas uma última linhagem desses guerreiros, liderados pelo samurai Katsumoto (Ken Watanabe), ainda resiste e briga pelo código de honra e valores que defenderam por tantos anos. Como suas aspirações vão de encontro aos interesses desse novo Japão, Katsumoto e seus homens têm de ser detidos. Para a missão, o governo japonês contrata o capitão Algren e o coronel Bagley (Tony Goldwyn) para treinar e comandar um exército contra os rebeldes. Mas, já no primeiro confronto, a despreparada tropa do governo é dizimada pelos samurais e Algren capturado como prisioneiro de guerra. Convivendo com eles, aprende a respeitar seus costumes e a apreciar seu disciplinado modo de vida, o que o leva à mudança de lado.

O Último Samurai é o tipo de filme que justifica cada cent de dólar investido. Um épico grandioso com reconstituição de época impecável, num trabalho de direção de arte merecedor do Oscar. A direção de Zwick é firme e o filme mantém o bom ritmo da narrativa do começo ao fim, o que também se deve ao roteiro bem amarrado do próprio Zwick e de John Logan (Gladiador). O elenco está extremamente afiado, dos personagens principais às pequenas participações; Tom Cruise faz uma atuação segura e competente dando a seu personagem a densidade necessária, num trabalho que ratifica sua competência como ator.

Alguns dirão que a produção resvala em alguns clichês. É verdade. Mas nada que comprometa o todo. Um bom filme. Não deixe de ver.

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