Ficha do Filme

FRANKENSTEIN: ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS

(I, Frankenstein, 2013)

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Estreia

24/01/2014

O monstro de Frankenstein, agora com o nome de Adam, sobreviveu até os dias atuais. Tentando encontrar o próprio caminho, ele acaba se envolvendo em uma guerra entre dois clãs imortais em uma cidade ancestral chamada Darkhaven. Só que sua própria existência pode mudar o equilíbrio entre bem e mal.

9
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Ação

Direção: Stuart Beattie

Roteiro: Kevin Grevioux, Stuart Beattie

Elenco: Aaron Eckhart, Aden Young, Bill Nighy, Caitlin Stasey, Chris Pang, Deniz Akdeniz, Jai Courtney, Luke Wright, Mahesh Jadu, Michael Pearce, Minel Louis, Miranda Otto, Paul Allica, Sherrydayne Taela, Socratis Otto, Steve Mouzakis, Tirhas Beyene, Virginie Le Brun, Yvonne Strahovski

Produção: Andrew Mason, Gary Lucchesi, Richard S. Wright, Tom Rosenberg

Fotografia: Ross Emery

Trilha Sonora: Johnny Klimek, Reinhold Heil

Duração: 90 min.

Ano: 2013

País: Austrália / Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 24/01/2014 (Brasil)

Distribuidora: PlayArte

Estúdio: Lionsgate

Classificação: 12 anos

ONDE ESTÁ PASSANDO

Este filme está em exibição em 1 salas em todo o Brasil. Selecione a mais próxima de você:

 

IMAGENS

CRÍTICA

por Daniel Reininger

Mais uma adaptação moderninha de contos clássicos, Frankenstein Entre Anjos e Demônios coloca o monstro criado com cadáveres em uma aventura épica no mundo de hoje. O longa segue os moldes de Anjos da Noite, porém sem a bela Selene e com trama corrida e sem graça, há pouco para salvar. A situação é tão feia que dizer que essa é a pior versão cinematográfica do conto de Mary Shelley chega a ser um elogio.

Tudo começa com a explicação de quem é quem com monólogo bastante enfadonho, do tipo que nem mesmo videogames ruins têm coragem de realizar atualmente. Em resumo, os Demônios são equivalentes aos Lobisomens e os Gárgulas aos vampiros da franquia Underworld.  Adam Frankestein (Aarom Eckhart), por sua vez, vive uma existência amaldiçoada por séculos e é caçado impiedosamente pelas forças do mal, pois pode mudar o equilibrio da guerra.

A premissa não chega a ser ruim, mas os problemas começam já com o protagonista. O clássico monstro ganha charme com a interpretação de Eckhart e isso não faz sentido algum. Se ele poderia facilmente viver entre a população humana e ainda ser considerado uma pessoa bonita apesar das cicatrizes, não tem porque ser tão amargurado por sua condição de aberração. Ou seja, adeus argumento básico – e boa sorte para levar o filme a sério a partir daí.

Na verdade, o personagem é basicamente cópia de Michael Corvin, híbrido de lobisomem e vampiro de Anjos da Noite. A diferença é que Frankie não é indefeso e pode lutar sem a ajuda de uma guardiã vestida com couro apertado. A cara de pau da produção continua com Bill Nighy no papel de Príncipe Naberius - comandante demoníaco com intenções de estudar Frankenstein para criar um exército. O vilão é tão similar a Viktor (adivinhe de qual filme) que se ele começasse a sugar sangue no meio da narrativa ninguém iria estranhar.

Além disso, o longa baseado na graphic novel de Kevin Grevioux, que também assina o roteiro, é corrido demais e com reviravoltas previsiveis. Os personagens não tem profundidade e ficam presos a arquétipos básicos e isso dificulta a identificação do espectador com qualquer lado da guerra eterna. O mais frustrante é a trama nunca explorar a origem de Adam, muito menos tentar fazer ligações com a história original de Frankenstein.

Para piorar, o diretor Stuart Beattie (Guerreiros Do Amanhã) mantém a câmera em constante movimento e fica difícil entender o objetivo – se era esconder a ação, ele faz isso muito bem. A trilha sonora até tem algumas músicas sombrias interessantes, porém é usada à exaustão e incomoda. Ao menos os cenários góticos são bem feitos - isso quando a câmera para e nos deixa prestar atenção aos detalhes.

Filmes como este não precisam ser elogiados pela crítica para criarem legiões de fãs. Para azar da Lionsgate – produtora de Frankenstein Entre Anjos e Demônios – esse longa não deve conseguir alavancar uma nova franquia. Dito isso, é bom lembrar que tantas outras porcarias viraram motivo de culto sem razão aparente e resta apenas torcer para que o mesmo não aconteça dessa vez.

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