Ficha do Filme

GLITTER - O BRILHO DE UMA ESTRELA

(Glitter, 2001)

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DVD

O filme, que se passa na década de 80, conta a história de Billie Frank (Mariah Carey), uma jovem cantora que foi abandonada quando criança, passou por uma infância turbulenta e agora luta por sua carreira, ao mesmo tempo em que procura sua verdadeira família. Billie é descoberta por Julian Dice, um charmoso DJ que se torna seu parceiro, produtor e namorado. Juntos, embarcam em uma vida cheia de altos e baixos em direção ao estrelato.

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Vondie Curtis-Hall

Roteiro: Cheryl L. West, John Wilder, Kate Lanier

Elenco: Ann Magnuson, Eric Benet, Mariah Carey, Max Beesley, Shawntae "Da Brat" Harris, Terrence Howard

Produção: E. Bennett Walsh, Laurence Mark, Mariah Carey

Fotografia: Geoffrey Simpson

Trilha Sonora: Eric Benet, Jay-Z, Mariah Carey, Terence Blanchard

Duração: 104 min.

Ano: 2001

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Classificação: Livre

IMAGENS

CRÍTICA

por Celso Sabadin

A idéia é das mais antigas: quando um artista faz sucesso no mundo da música, logo aparece um punhado de produtores dispostos a fazer com que o mesmo sucesso seja repetido nas telas de cinema. Trata-se de um caça-níqueis com resultados quase sempre desastrosos para a arte cinematográfica. Não foi assim com Elvis Presley, por exemplo? A história se repete (em proporções ainda mais desastrosas) com Glitter, O Brilho de uma Estrela, filme que tinha como objetivo lançar a cantora pop Mariah Carey no cinema.

Ingênua e rasa, a história mostra uma garota mestiça e pobre que é abandonada pela mãe, mas mesmo assim consegue realizar seu grande sonho de estrela: cantar no Madison Square Garden. Obviamente neste tipo de filme não se esperam roteiros muito profundos ou elaborados, mas Glitter supera (negativamente) até a pior das expectativas. A péssima direção não consegue dar vida aos personagens, que agem mecanicamente durante toda a ação. Na tela grande, Mariah Carey não tem nem um pingo do “brilho” prometido pelo título em português e o teoricamente glamouroso mundo do show business fica reduzido a um ou dois pequenos estúdios inexpressivos de gravação. Entre uma cena e outra, incontáveis cenas de Nova York em ritmo de videoclipe cansam o bom senso de qualquer espectador. Piorando tudo, o filme se encerra em clima de morte, tristeza e baixo astral.

Não é de estranhar que Glitter tenha sido um retumbante fracasso nas bilheterias norte-americanas, onde faturou pouco mais de US$ 4 milhões. Menos que um quinto de seu custo.

19 de fevereiro de 2002
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Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br

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