A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

(Hugo, 2011)
Nota Cineclick
211890 Este filme estreou em: 17 de Fevereiro de 2012

Hugo Cabret é um menino de 12 anos que vive escondido em uma estação de trem na Paris dos anos 30, onde cuida da manutenção de gigantescos relógios, função anteriormente exercida por seu tio desaparecido. À noite, usando peças de brinquedos que ele furta de uma loja da estação, o menino tenta consertar um autômato, única lembrança que herdou do pai, para desvendar um enigma. Seus planos, porém, correm perigo quando ele é descoberto pelo dono da loja e pela curiosa Isabelle.


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CRÍTICA  


CURIOSIDADES

- Primeiro filme de Martin Scorsese sem Leonardo DiCaprio após nove anos de colaboração.
 

PRÊMIOS

- Em 2012, ganhador do Globo de Ouro de Melhor Diretor (Martin Scorsese)

- Ganhou o Oscar 2012 em 5 categorias: Melhor Fotografia, Direção de Arte, Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros e Edição de Som
 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Martin Scorsese
Elenco: Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Ray Winstone, Emily Mortimer, Christopher Lee, Helen McCrory, Michael Stuhlbarg, Frances de la Tour
Produção: Johnny Depp, Tim Headington, Graham King, Martin Scorsese
Roteiro: John Logan
Fotografia: Robert Richardson
Trilha Sonora: Howard Shore
Duração: 126 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: GK Films
Classificação: Livre
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DIRETOR ATOR/ATRIZ ANO
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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Aline - 16/04/2012 11:22
Este filme é merecedor do Oscar, pois traz a história do início do cinema junto com a "magia" contagiante de uma criança. Um dos melhores filmes que já assisti.
Marcos José - 05/04/2012 22:55
Magnífico!!!! Estupendo!!!! Fascinante!!!!! Maravilhoso filme!!!!! Palmas para Martin Scorsese!!!! O impagável Scorsese!!!! A Invenção de Hugo Cabret é na minha opinião o melhor filme de Martin Scorsese nos últimos 10 ou senão 15 anos!!! Se bem que em termos de enredo O Aviador e Gagues de Nova York foram melhores do que este aqui.
Em sua crítica Roberto Guerra diz que a cena que mais exemplifica a essência do filme foi aquela em que Hugo sonha ter partes metálicas dentro de si, como se fosse o próprio autômato em pessoa. Já eu citaria outra cena em que mais exemplifica a essência do filme. É naquela em que Hugo vai até a torre da estação que tem o maior relógio com a amiga, que inclusive derruba uma chave de fenda e diz para a garota que tudo tem um propósito, como as máquinas, por exemplo, os relógios de ver as horas e os trens de levarem a algum lugar!!!!
Enfim pessoal, eu amei, me encantei com este belo (que olhos azuis) e encantador garotinho (Hugo Cabret) que rouba a cena e dita o tom no filme, e tem os outros maravilhosos personagens, como por exemplo, o divertidíssimo inspetor da estação. Grande filme, encantador e magnífico, que mereceu todos esses prêmios técnicos, no mais, palmas para Scorsese, que a cada dia que passa vem se superando ainda mais, e vem ficando ainda melhor conforme o passar dos anos, como o vinho por exemplo. Tchau pessoal e até mais na sinopse de O Artista, A Dama de Ferro e J. Edgar.
Val - 26/02/2012 09:43
MARAVILHOSO!!! Um filme daqueles que ficam para sempre na memória. Colocar filmes feitos como na década de 40 em 3D foi emocionante para mim.
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR - 25/02/2012 14:06
As 11 indicações que o filme recebeu são mais do que justas. Scorsese lança mais o seu lado de professor de Cinema da Universidade de Nova Iorque para homenagear os pioneiros do cinema. Através do personagem Hugo (Asa Butterfield), um órfão que vive nas paredes da estação de trens de Paris, solitário, cuja grande ambição é dar vida a um autômato que o seu pai quando vivo queria ver funcionando. Hugo imaginava que o "robô" quando consertado escreveria uma mensagem do seu falecido pai. Para executar os reparos necessários no "autômato" Hugo se vê obrigado a roubar algumas peças de uma loja de brinquedos que pertencia ao senhor Georges Méliès (Ben Kingsley), um velho ranzinza que ao perceber um furto executado por Hugo se apoderou da caderneta do menino no qual ele havia elaborado desenhos para botar o "autômato" para funcionar. Apesar dos apelos do garoto, Georges Mélies ameaçou queimar o bloco de desenhos. A neta de Méliès, Isabelle (Chloë Grace Moretz), de sotaque britânico impecável, decidiu ajudar Hugo na sua empreitada. Ambos se tornam amigos. Hugo apresenta o cinema mudo a Isabelle, que, por sua vez, introduz os livros para ele. Com as idas freqüentes à biblioteca, a dupla conhece o biógrafo de um dos mais importantes nomes da história do cinema, ninguém menos que Méliès. A princípio a dupla não faz a correlação com o avô de Isabelle. Isso só ocorre com o decorrer da trama. Com isso, Martin Scorsese traz para as audiências do século XXI a história dos primórdios do cinema, tudo em 3D. É o artifício que o diretor que ficou conhecido por seus filmes de gângsteres ("OS BONS COMPANHEIROS", "CASSINO"), de violência ("O TOURO INDOMÁVEL", "TAXI DRIVER", "GANGUES DE NOVA IORQUE), de musicais "("NEW YORK, NEW YORK, "SHINE A LIGHT - ROLLING STONES") dar vazão ao seu lado mais afetivo e professoral. Com açúcar e com afeto, Scorsese conta as aventuras de um garoto que consegue trazer à tona a história de um dos reis do cinema mudo, que fez mais de 80 filmes, de uma maneira inimaginável para os padrões sofisticados atuais, capaz de dar filmar uma viagem à lua. Ir ao cinema é sonhar acordado, como Scorsese sabe, mas que muitos outros já sabiam bem antes, como era o caso de Georges Méliès. Uma ode ao cinema. e o meu filme preferido dos que irão concorrer ao Oscar no dia 26/02/2012.