Ficha do Filme

MARY E MAX - UMA AMIZADE DIFERENTE

(Mary and Max, 2009)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

16/04/2010

Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle (voz de Toni Collette), uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e dois continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Animação

Direção: Adam Elliot

Roteiro: Adam Elliot

Elenco: Barry Humphries, Eric Bana, Philip Seymour Hoffman, Toni Collette

Produção: Bryce Menzies, Jonathan Page, Mark Gooder, Paul Hardart, Tom Hardart

Trilha Sonora: Dale Cornelius

Duração: 92 min.

Ano: 2009

País: Austrália

Cor: Colorido

Estreia: 16/04/2010 (Brasil)

Distribuidora: PlayArte

Estúdio: Gaumont

Classificação: 12 anos

Informação complementar: Vozes na versão original de Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries.

EXTRAS

- Sem extras
- Duração: 92 minutos.
- Idiomas: Inglês e Português
- Legendas: Inglês e Português
- Formato de Tela: Widescreen
- Sem extras
- Duração: 92 minutos.
- Idiomas: Inglês e Português
- Legendas: Inglês e Português
- Formato de Tela: 1080i High Definition Widescreen

IMAGENS

CRÍTICA

por Ana Martinelli

Se você gosta de animação provavelmente já viu ou pelo menos ouviu falar em Adam Elliot. Em 2004, o roteirista, animador e diretor ganhou o Oscar de Melhor Curta de animação por Harvie Krumpet. Exibida no Anima Mundi do mesmo ano, a história do solitário e desajustado imigrante polonês foi agraciada com o prêmio de Melhor Filme escolhido pelo público brasileiro.

Antes do Oscar, o australiano realizou a trilogia Uncle (1996), Cousin (1998) e Brother (1999) - respectivamente Tio, Primo e Irmão – enquanto estudava na Victorian College of the Arts em Melbourne.

Não é necessário conhecer os curtas para se encantar com Mary e Max – Uma Amizade Diferente, o primeiro longa-metragem do diretor. Mas se você tiver curiosidade, assista e entenderá que, para chegar neste filme Elliot, percorreu um caminho de descoberta e investigação do humano através do que ele mesmo define como clayography, neologismo entre clay - como é chamado entre os animadores o material do qual os bonecos de massinha são feitos - e biografia.

Mary (quando criança a voz é de Bethany Whitmore, na idade adulta, Toni Collette) é uma menina australiana de oito anos. Max (Philip Seymour Hoffman) é um judeu novaiorquino quarentão. Nenhum dos dois se encaixa muito bem no ambiente em que vivem, são solitários e o mundo lhes parece intrigante e incompreensível.

O diretor opta por uma narrativa divida em blocos, na qual apresenta os personagens separados, une-os quando as cartas começam a ser trocadas e marca o tempo que passa. Narrativa simples, mas, no começo, tem ritmo irregular. Mas, através da sensibilidade de Adam Elliot em criar o mundo de Mary e Max, sempre separados e descobrindo o outro à distância, somos imersos em reflexões sobre o quanto o ordinário da vida pode ser incrível quando se dá atenção aos detalhes.

Após assistir ao filme, fiquei ainda mais curiosa em saber que a trama é baseada em fatos reais. Imaginava se tratar de um romance, mas na verdade, o diretor usou sua própria experiência (com licenças poéticas e criativas) e de um amigo com o qual se correspondeu por muitos anos.

A animação permite usar metáforas divertidas e exagerar traços de personalidades para expressar sentimentos sem palavras, com singularidade, além de misturar a personalidade de seus protagonistas nos minuciosos cenários. Mary e Max – Uma Amizade demonstra o quanto o acúmulo das experiências nas narrativas curtas podem desenvolver o olhar e os tempos para contar uma história de fôlego.

Outra coisa legal de se ressaltar é a importância de uma animação para adultos chegar às salas comerciais de cinema.

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