Ficha do Filme

MEU PAÍS

(Meu País, 2010)

Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela ativa Estrela inativa Estrela inativa

DVD

Estreia

07/10/2011

Após anos fora do Brasil, separado da família pela distância e pelo afeto, Marcos (Rodrigo Santoro) é obrigado a retornar ao país quando seu pai, Armando (Paulo José), sofre um derrame. Executivo, casado e bem-sucedido na Europa, Marcos reencontra Tiago (Cauã Reymond), seu irmão mais novo. Ao contrário do primogênito, Tiago não tem vocação para os negócios. Para aumentar o conflito entre os irmãos, eles descobrem que possuem uma meia-irmã, Manuela (Débora Falabella), vítima de deficiência intelectual. Uma filha que Armando sempre manteve escondida de toda a família.

Vote

COMPARTILHE:

FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: André Ristum

Roteiro: André Ristum, Marco Dutra, Octavio Scopellitti

Elenco: Anita Capriol, Cauã Reymond, Débora Falabella, Eduardo Semerjian, Luciano Chirolli, Nicola Siri, Paulo José, Rodrigo Santoro, Stephanie de Jongh

Produção: André Ristum, Caio Gullane, Débora Ivanov, Fabiano Gullane, Gabriel Lacerda

Fotografia: Hélcio Negamine

Trilha Sonora: Patrick de Jongh

Duração: 90 min.

Ano: 2010

País: Brasil

Cor: Colorido

Estreia: 07/10/2011 (Brasil)

Distribuidora: Imovision

Estúdio: Gullane e Sombumbo Filmes

Classificação: 12 anos

EXTRAS

- Making of
- Cenas excluídas
- Cenas de divulgação
- videoclipe - Idioma/Áudio: Português (2.0)
- Legenda: Português, Inglês, Italiano e Espanhol

CRÍTICA

por Celso Sabadin

Um introspectivo e delicado drama familiar filmado de forma igualmente introspectiva e delicada. Assim e Meu País, estreia do cineasta André Ristum na direção ficcional de longas.

O roteiro trabalha sobre a dicotomia de dois irmãos de comportamento antagônico: Marcos (Rodrigo Santoro), o mais velho, é um executivo bem sucedido que leva uma vida luxuosa na Itália. Já Tiago (Cauã Reymond) é um mauricinho irresponsável que vive do dinheiro acumulado pelo pai (Paulo José, em pequena porém marcante participação), em São Paulo.

É exatamente a morte deste pai-provedor que desestrutura a falsa, frágil e aparente estabilidade familiar. Forçados ao reencontro, estes dois irmãos de nomes bíblicos se vêem diante de problemas e encruzilhadas de vida que os obrigarão finalmente a encarar inevitáveis conflitos eternamente adiados.

Ainda que o tema grite, tudo em Meu País é contido e elegante. Ristum consegue passar para o filme o sentimento de grito preso na garganta que permeia a trajetória do protagonista Marcos. São emoções represadas, um choro eterno que se recusa a sair. Sempre próxima dos atores, a câmera busca cumplicidade com a platéia, perscruta o íntimo silencioso de cada um.

O elenco, completado por uma ótima Débora Falabella em papel difícil, entrega interpretações marcantes e críveis. Tudo emoldurado por uma bela fotografia em tons esmaecidos e grãos ampliados que sublinham o momento árido de uma situação na qual brilhar não é possível.

Ó único senão talvez seja apenas o título – Meu País – de boa força dramatúrgica, mas perigoso mercadologicamente. O público, invariavelmente desavisado, talvez não seja atraído por ele, e acabará assim por perder uma belíssima obra. Tomara que não.


COMENTAR

comments powered by Disqus

CURIOSIDADES

Assista algumas cenas do filme.
Estreia de André Ristum na direção de um longa-metragem.
Parceiro R7