Ficha do Filme

MORRO DOS PRAZERES

(Morro dos Prazeres, 2013)

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Estreia

29/11/2013

Crônica documental sobre o dia a dia de uma comunidade do Rio de Janeiro um ano depois da instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Durante quatro meses, entre abril e julho de 2012, a diretora Maria Augusta Ramos acompanhou o cotidiano do Morro dos Prazeres observando o processo de pacificação do ponto de vista de seus protagonistas: população e policiais ocupantes.

10
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Documentário

Direção: Maria Augusta Ramos

Roteiro: Maria Augusta Ramos

Produção: Daniela Santos, Eduardo Ades, Maria Augusta Ramos, Sylvia Baan

Fotografia: Guy Gonçalves, Leo Bittencourt

Montador: Karen Akerman

Trilha Sonora: Felippe Mussel

Duração: 90 min.

Ano: 2013

País: Brasil

Cor: Preto e Branco

Estreia: 29/11/2013 (Brasil)

Estúdio: Nofoco Filmes Produções Cinematográficas Ltda.

Classificação: 14 anos

IMAGENS

CRÍTICA

por Roberto Guerra

Nos últimos meses, com a repercussão que teve o caso Amarildo, muito se discutiu a atuação das Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro. A cineasta Maria Augusta Ramos subiu o morro que dá título a seu filme e foi ver o dia-a-dia de uma comunidade pacificada. Durante quatro meses, entre abril e julho de 2012, acompanhou o cotidiano do lugar observando o processo de pacificação do ponto de vista de seus protagonistas: população e policiais ocupantes.

O resultado é um longa equilibrado, distante de prejulgamentos e estereótipos. Produção que releva os dois lados da inevitável contenda entre uma polícia militarizada - que tem dificuldades em ver-se como servidora do público - e uma comunidade habituada há décadas ao jugo de bandidos. Desconfiada, com toda a razão, da autoridade instituída que só agora começa a conhecer.

O grande mérito de Morro dos Prazeres é desconstruir estereótipos: tanto o do morador dessas comunidades quanto o do policial que lá atua. O filme revela o esforço de parte do oficialato da Polícia Militar do Rio em fazer um bom trabalho nas áreas pacificadas. Empenho que vai de encontro, muitas vezes, às atitudes de subalternos que dispensam à população tratamento truculento.

Alguns moradores ressentem-se, por sua vez, de não ter a liberdade com a qual contavam quando a comunidade era dominada por bandidos. Também são incomodados com o cotidiano de revistas e abordagens, parte do plano do Estado de sufocar pequenos delitos - como fumar um baseado, por exemplo - para evitar crimes maiores.

Ninguém imaginava que essa aproximação seria fácil. Como era de se esperar, expulsar os traficantes era apenas parte do problema. Morro dos Prazeres mostra que há interesse de ambos os lados em criar uma relação harmoniosa entre polícia e moradores, mas trata-se de afinidade difícil e pautada por desconfianças.

Todos, no entanto, fiam-se na certeza de que, por mais delicada que seja a interação entre forças de segurança e população carente, uma volta ao passado seria muito pior.

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CURIOSIDADES

Vencedor dos prêmios de Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Som na 46º edição do Festival de Brasília
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