Ficha do Filme

NÃO É MAIS UM BESTEIROL AMERICANO

(Not Another Teen Movie, 2001)

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DVD

Paródia de filmes adolescentes, como American Pie e Ela é Demais. O filme brinca com os velhos clichês do gênero e os joga de uma vez só na telona: o garotão bom no esporte, a menina feiosa que vira rainha do baile, a líder de torcida esnobe, o bobão da turma, o bonitão esquisito e outros tantos tipos que povoam os filmes teens. Janey Briggs (Chyler Leigh) estuda na John Hughes High School e é uma garota inteligente, estudiosa e feia. Anda sempre com o cabelo preso, óculos enormes e uma jardineira largona e cheia de tinta. Seu sonho é se tornar uma artista plástica de sucesso. Sua vida sofrerá mudanças radicais quando o bonitão Jake Wyler (Chris Evans) aposta com seus colegas que poderá transformar Janey na rainha do baile de formatura. Ao mesmo tempo em que se envolve com a "patinha feia", Jack e um amigo, Reggie Ray (Ron Lester), enfrentam problemas com o time de futebol americano do colégio. Além disso, Sadie (Beverly Polcyn), uma senhora de 90 anos que é uma repórter disfarçada, e Areola (Cerina Vincent), uma aluna estrangeira em intercâmbio, prometem agitar a escola.
7
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia

Direção: Joel Gallen

Roteiro: Adam Jay Epstein, Mike Bender

Elenco: Chris Evans, Chyler Leigh, Eric Jungmann, Jaime Pressly, Joanna Garcia, Josh Jacobson, Joy Bisco, Lacey Chabert

Produção: Neal H. Moritz

Fotografia: Reynaldo Villalobos

Trilha Sonora: Theodore Shapiro

Duração: 88 min.

Ano: 2001

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

IMAGENS

CRÍTICA

por Celso Sabadin

Estreando no cinema depois de dirigir uma série de especiais para TV, Joel Gallen perdeu a grande oportunidade de fazer um filme divertido. A idéia era ótima: satirizar, mais ou menos no estilo de Apertem os Cintos o Piloto Sumiu, a enxurrada de péssimos filmes adolescentes americanos que tem invadido o mercado internacional. Porém, o time de roteiristas (são cinco os que assinam o filme) não conseguiu criar boas piadas, mesmo tendo um farto material à disposição para “pesquisa”. Afinal, qualquer piadista mediano conseguiria extrair ótimas gags de pérolas do tipo American Pie, Ela é Demais, Cara Cadê Meu Carro?, Diga Que Não é de Verdade e outros do gênero. Mike Bender, Adam Jay Epstein, Andrew Jacobson, Phil Beauman e Buddy Johnson não conseguiram. E pior: caíram nas mesmas armadilhas desgastadas dos filmes que pretendiam satirizar, principalmente a da escatologia gratuita e grosseira. Muito grosseira.

A trama é aquela de sempre. O bonitão da turma aposta com o colega mau-caráter que consegue transformar a garota mais feia da escola na Rainha do Baile. Até aí, tudo bem. Deste tipo de sátira não se exige mesmo uma história mais elaborada. Porém, o humor não acontece, não decola. Há, sim, boas caracterizações: o estreante Chris Evans é um competente imitador de Freddie Prinze Jr. e Lacey Chabert (a Penny de Perdidos no Espaço) está ótima fazendo as mesmas caras e bocas de Jennifer Love Hewitt. Mas o filme morre na intenção.

Nas cenas finais, uma participação especial de Molly Ringwald - a rainha das comédias adolescentes dos anos 80 – serve para nos lembrar como eram realmente divertidos aqueles “velhos” filmes em que a piada principal não era um vaso sanitário estourando na cara dos outros.

Não é Mais um Besteirol Americano é, sim, mas um besteirol americano.

15 de maio de 2002
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Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br

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