Ficha do Filme

O AMOR É CEGO

(Shallow Hal, 2001)

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DVD

Quando tinha 12 anos, Hal (Jack Black) recebeu uma recomendação de seu pai, então moribundo e em seu leito de morte: namorar sempre garotas bonitas e mais novas. E assim Hal cumpre, escolhendo as mulheres apenas pelo físico. Mas tudo muda quando cruza com um guru que, intrigado com a superficialidade do rapaz, o hipnotiza para que veja nas mulheres apenas sua beleza interior. Hal logo se apaixona por Rosemary (Paltrow), uma mulher de 150 quilos. Sob o efeito da hipnose, Hal vê a gentil e bem-humorada Rosemary como a personificação da beleza física. Porém, um amigo seu, Mauricio (Jason Alexander), tão superficial quanto ele, põe fim à hipnose. Agora, Hal mal reconhece a mulher que ama e precisa decidir se volta a agir superficialmente ou não.
6
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia

Direção: Bobby Farrelly, Peter Farrelly

Roteiro: Bobby Farrelly, Peter Farrelly, Sean Moynihan

Elenco: Gwyneth Paltrow, Jack Black, Jason Alexander, Laura Kightlinger, Rene Kirby, Susan Ward, Tony Robbins, Zen Gesner

Produção: Bobby Farrelly, Bradley Thomas, Charles B. Wessler, Peter Farrelly

Fotografia: Russell Carpenter

Trilha Sonora: Ivy

Duração: 113 min.

Ano: 2001

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Distribuidora: Fox Film

Estúdio: 20th Century Fox Home Entertainment

Classificação: Livre

CRÍTICA

por Celso Sabadin

Parece que finalmente (e felizmente) Peter e Bobby Farrelly esgotaram seus arsenais de piadas de mau gosto e humor escatológico. Responsáveis por alguns dois piores momentos da comédia moderna (leia-se Débi & Lóide, Quem Vai Ficar com Mary? e Eu, Eu Mesmo & Irene), os dois irmãos partiram agora para um filme mais romântico, menos baixaria e com "apenas" algumas situações constrangedoras.

Em O Amor é Cego, a história fala de Hal, um menino que foi aconselhado por seu pai a transar apenas com garotas muito bonitas. Anos mais tarde, este infeliz conselho acaba se tornando um martírio na vida de Hal. Até o dia em que ele é hipnotizado por um especialista em auto-ajuda que o faz ver apenas a beleza interna das pessoas. Hal, então, se apaixona por Rosemary, uma garota gigantescamente gorda... mas que aos seus olhos é linda como Gwyneth Paltrow.

O Amor é Cego é um roteiro de uma piada só, que perde o ritmo em vários momentos da trama. Porém, é tão satisfatório observar a "evolução" dos irmãos Farrelly que o filme até se torna assistível. Jack Black, que viveu o divertido Barry em Alta Fidelidade, não faz feio no papel principal, e a maquiagem de Gwyneth Paltrow devidamente "engordada" para as cenas finais chega a ser impressionante.

Ainda existem, sim, algumas marcas registradas dos Farrelly, como, por exemplo, a exploração gratuita de deficientes físicos. Em determinada cena de hospital, um médico surge de repente, se apresenta aos personagens principais, se despede... e misteriosamente nunca mais aparece no filme. São defeitos banais que poderiam ser resolvidos na sala de montagem, mas que não fazem diferença para a maioria dos fãs de comédias adolescentes. Mesmo porque o filme faturou invejáveis US$ 70 milhões nas bilheterias norte-americanas. E certamente terá uma lucrativa carreira em vídeo.

Curiosidade: o "guru" Tony Robbins, que hipnotiza Hal no elevador, é um personagem real: ele escreve livros e faz palestras sobre auto-ajuda nos Estados Unidos. É uma espécie de Lair Ribeiro americano.

13 de fevereiro de 2002
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Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br

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