Ficha do Filme

O GRANDE HERÓI

(Lone Survivor, 2013)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

20/03/2014

Baseado na operação Red Wings realizada por membros dos Navy SEALs em 2005, o filme acompanha a missão de perseguição e captura do líder Taliban Ahmad Shahd em um cenário hostil e surpreendente, no qual os soldados norte-americanos se veem cercados e precisam fazer de tudo para sobreviver.

9
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Peter Berg

Roteiro: Peter Berg

Elenco: Alexander Ludwig, Ali Suliman, Anthony McKenzie, Ben Foster, Brian Call, Dan Bilzerian, Daniel Arroyo, David Shepard, Emile Hirsch, Eric Bana, Eric Steinig, Gregory Rockwood, Ishmael Antonio, Jason Riggins, Jerry Ferrara, Johnny Bautista, Josh Berry, Justin Tade, Mark Wahlberg, Matthew Page, Nicholas Patel, Patrick Griffin, Rich Ting, Rick Vargas, Rohan Chand, Ryan Kay, Sammy Sheik, Samuel Cloud, Scott Elrod, Sterling Jones, Taylor Kitsch, Yousuf Azami, Zarin Rahimi

Produção: Akiva Goldsman, Norton Herrick, Randall Emmett, Sarah Aubrey, Stephen Levinson

Fotografia: Tobias A. Schliessler

Montador: Colby Parker Jr.

Trilha Sonora: Explosions in the Sky, Steve Jablonsky

Duração: 121 min.

Ano: 2013

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 20/03/2014 (Brasil)

Distribuidora: Paris Filmes

Estúdio: Emmett/Furla Films / Envision Entertainment Corporation / Film 44

Classificação: 16 anos

Informação complementar: Baseado em uma missão real da marinha norte-americana

EXTRAS

» Locação

» Venda

» Locação

» Venda

IMAGENS

CRÍTICA

por Daniel Reininger

Em O Grande Herói, Peter Berg (Battleship - A Batalha Dos Mares) tenta levar o espectador para dentro da vida de homens e mulheres que se arriscam na linha de frente. Baseado nos eventos da operação Red Wings, o filme é visceral e cada tiro tem efeito máximo na tela para deixar clara a coragem desses "heróis". Essa glamorização da guerra e da vida militar é o principal problema do longa estrelado por Mark Wahlberg.

O diretor faz questão de transformar os Navy SEALs em mártires e modelos de conduta a serem seguidos. Durante o combate, tornam-se símbolos máximos de fraternidade, perseverança e senso de dever, mas deixam de lado as emoções e atitudes de pessoas reais. A produção pode ser baseada em fatos, porém, a forma como o heroísmo é apresentado é tão fantasiosa quanto os filmes de ação dos anos 80.

A trama se passa em junho de 2005, quando quatro SEALs são designados para capturar ou matar o líder talibã Ahmad Shah. No acampamento, Mike Murphy (Taylor Kitsch), Marcus Luttrell (Wahlberg), Danny Dietz (Emile Hirsch) e Matt Axelson (Ben Foster) são grandes amigos e homens de família que desejam apenas fazer seu trabalho e voltar para casa. Em um dia comum, o quarteto bem treinado é mandado para o campo de batalha furtivamente, mas as coisas fogem do controle quando são descobertos por um pastor e dois meninos.

A situação é crítica e, sem comunicação com a base, precisam decidir se irão deixá-los ir e comprometer a missão, amarrá-los e os impor morte lenta, ou eliminá-los e continuar em frente. Cada soldado tem uma opinião. Alguns querem seguir adiante, afinal Shah é o responsável por assassinar 20 fuzileiros navais e precisa ser impedido, enquanto outros não querem se render ao "mal". 

As cenas de ação são espetaculares e o clima lembra Falcão Negro Em Perigo. Os soldados são rasgados por balas e continuam em frente, seus rostos mostram o cansaço e a dor a cada passo. Quando os inimigos se aproximam, o quarteto precisa até pular de penhascos e, graças ao grande trabalho de câmera e dublês, as quedas parecem muito dolorosas.

Conforme o tiroteio se desenrola, o americanismo exacerbado fica cada vez mais em evidência. Os soldados do Talibã parecem extremamente maus, ao contrário dos quase santificados SEALs. Os mortos caem em momentos de glória e saudação ao cumprimento do dever. Quando Wahlberg encontra afegãos contrários ao Talibã, a luta do bem contra o mal chega ao ápice e deixa as coisas piegas.

O Grande Herói é um filme tecnicamente bem feito, mas incapaz de contar uma história humana e credível. Imagens reais dos Navy SEALs são alternadas com as reproduções cinematográficas para contextualizar a ação, mas têm pouca utilidade narrativa e servem apenas como tributo fútil aos mortos.

O longa poderia ser muito melhor se deixasse o exagero heroico de lado; porém, é feito para ser visto pela geração de jovens acostumada a jogar Call of Duty - para os quais a guerra é apenas forma de glória e diversão.

Prêmios e Indicações

2014

>> Oscar: Indicado na categoria Melhor Edição de Som

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