Ficha do Filme

O PREÇO DO AMANHÃ

(In Time, 2011)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

04/11/2011

O tempo se tornou a maior moeda de todas. Os cientistas conseguiram descobrir uma forma de destruir o gene do envelhecimento. Então, quando uma pessoa chega aos 25 anos, para de envelhecer, mas possui apenas mais um ano de vida, a não ser que tenha dinheiro para pagar pelo tempo extra. Na busca por poder e tempo de vida, um homem (Timberlake) é acusado injustamente de homicídio e se vê obrigado a sequestrar uma bela jovem (Amanda Seyfried) para conseguir ganhar mais tempo e provar sua inocência.
6
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Ficção Científica

Direção: Andrew Niccol

Roteiro: Andrew Niccol

Elenco: Aaron Perilo, Abhi Sinha, Adam Jamal Craig, Alex Pettyfer, Amanda Seyfried, Andreas Wigand, August Emerson, Bella Heathcote, Blake Sheldon, Brendan Miller, Cathy Baron, Christiann Castellanos, Cillian Murphy, Collins Pennie, Drew James, Emma Fitzpatrick, Ethan Peck, Faye Kingslee, Germano Sardinha, Jeff Staron, Jesse Lee Soffer, Jessica Parker Kennedy, Johnny Galecki, Justin Timberlake, Korrina Rico, Kris Lemche, Kristopher Higgins, La Monde Byrd, Laura Ashley Samuels, Luis Chávez, Matt Bomer, Matt O'Leary, Maximilian Osinski, Melissa Ordway, Michael William Freeman, Nick Lashaway, Olivia Wilde, Paul David Story, Rachel Roberts, Ray Santiago, Sasha Pivovarova, Seema Lazar, Sterling Sulieman, Swen Temmel, Toby Hemingway, Trever O'Brien, Vincent Kartheiser, William Peltz, Yaya DaCosta, Zuleyka Silver

Produção: Andrew Niccol, Eric Newman, Mark Abraham

Fotografia: Roger Deakins

Trilha Sonora: Craig Armstrong

Duração: 112 min.

Ano: 2011

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 04/11/2011 (Brasil)

Distribuidora: Fox Film

Estúdio: New Regency Pictures / Regency Enterprises / Strike Entertainment

Classificação: 12 anos

EXTRAS

- Os Minutos: Documentário estilo footage que conta a história de sobrevivência de Will e Sylvia em um mundo onde cada segundo conta
- Cenas extendidas e deletadas
- Formato da Imagem: 16:9 Widescreen (ANAMORFICO)
- Áudio: inglês Dolby Digital 5.1 e português 2.0
- Legenda: inglês e português
- Os Minutos: Documentário estilo footage que conta a história de sobrevivência de Will e Sylvia em um mundo onde cada segundo conta
- Cenas extendidas e deletadas
- Formato da Imagem: 16:9 Widescreen (ANAMORFICO)
- Áudio: inglês Dolby Digital 5.1 e português 2.0
- Legenda: inglês e português

IMAGENS

CRÍTICA

por Celso Sabadin

A premissa é das mais interessantes: no futuro, todas as pessoas viverão tranquilamente até os 25 anos. A partir deste momento, porém, elas receberão um relógio subcutâneo e terão de trabalhar para ganhar o tempo que lhes restará de vida. Não existirá mais o dinheiro, e todas as relações comerciais serão desenvolvidas por meio de compra, venda, troca e doação de tempo. Quem é pobre de tempo, poderá morrer a qualquer instante. Quem é rico, poderá viver centenas de anos sem nunca mais deixar de aparentar 25 anos.

Legal, né? Parece coisa do escritor Phillip K. Dick, ou mesmo algum episódio de Além da Imaginação. Mas não é. Na verdade, tanto o roteiro como a direção de O Preço do Amanhã são do neozelandês Andrew Niccol, que já assinou o roteiro dos ótimos O Show de Truman - O Show da Vida, O Senhor das Armas e Gattaca - Experiência Genética, este último também dirigido por ele. Sem dúvida, um belíssimo currículo.

Aqui, porém, o brilho da excelente premissa original foi empanado por dois grandes vícios cinematográficos. Primeiro: tudo o que está escrito no início deste texto é narrado didática, literal e preguiçosamente logo nos primeiros segundos do filme. Tudo explicadinho e mastigado, pronto para o espectador consumir, sem que se peça dele nenhum tipo de esforço ou atenção. É tirado do público o prazer cinematográfico de descobrir o enredo aos poucos, de participar do filme.

Segundo: explicadas as propostas de roteiro e estabelecidos os conflitos básicos, O Preço do Amanhã opta por se desenvolver dentro dos cânones típicos de apenas mais um filme de corre-corre e de bem contra o mal. Deixa em terceiro plano os magníficos subtextos que abre mas não desenvolve, como a dualidade mortalidade/imortalidade (inesquecível em Blade Runner, por exemplo) e a crítica social que começa a ser feita quando propõe o tempo apenas como a (suja e ainda mais cruel) moeda do futuro.

Porém, as ótimas ideias – ainda que pouco exploradas e desperdiçadas pelo caminho – ainda têm força suficiente para segurar o pique de um filme que, embalado por uma caprichadíssima produção, merece a atenção dos fãs de ficção científica. Lamenta-se apenas o desperdício de um argumento original (raridade) que tinha tudo para se transformar em mais um Niccol notável, como foram seus anteriores.


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CURIOSIDADES

Olivia Wilde, que interpreta a mãe de Justin Timberlake no filme, é mais jovem que o ator na vida real
Do mesmo diretor de O Senhor das Armas
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