Ficha do Filme

O TEMPO E O VENTO

(O Tempo e o Vento, 2012)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

20/09/2013

A história da família Terra Cambará e de sua rival, a família Amaral, durante 150 anos, começando nas Missões até o final do século 19. Sob o ponto de vista da luta entre essas duas famílias, o filme retrata a formação do Rio Grande do Sul, a povoação do território brasileiro e a demarcação de suas fronteiras, forjada a ferro e espada pelas disputadas entre as coroas portuguesa e espanhola.

10
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Jayme Monjardim

Roteiro: Letícia Wierzchowski, Marcelo Ruas, Tabajara Ruas

Elenco: Cléo Pires, Danny Gris, Fernanda Montenegro, Janaína Kremer, José de Abreu, Leonardo Machado, Leonardo Medeiros, Luiz Carlos Vasconcelos, Luiza Ollé, Marjorie Estiano, Mayana Moura, Paulo Goulart, Rafael Tombini, Suzana Pires, Thiago Lacerda

Produção: Rita Buzzar

Fotografia: Affonso Beato

Duração: 127 min.

Ano: 2012

País: Brasil

Cor: Colorido

Estreia: 20/09/2013 (Brasil)

Distribuidora: Downtown Filmes / Paris Filmes

Estúdio: Globo Filmes

Classificação: 14 anos

Informação complementar: Baseado na obra O Continente, de Érico Veríssimo

EXTRAS

» Locação

» Venda

- Sem extras

- Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Inglês e Português

- Legendas: Inglês e Português

» Locação

» Venda

- Sem extras

- Formato de tela: 16:9 Widescreen Anamórfico

- Áudio: Inglês e Português

- Legendas: Inglês e Português

IMAGENS

CRÍTICA

por Roberto Guerra

A saga literária de Érico Veríssimo sobre as muitas gerações de duas famílias marcadas por romances, tragédias e enfrentamentos nos campos de batalha do Rio Grande do Sul não é uma obra fácil de adaptar para o cinema dado ao tempo que abarca. Condensar 150 anos de história em duas horas de filme e não parecer superficial ou pressuroso requer a habilidade de jogar com o tempo, perícia que o diretor Jayme Monjardim não demonstrou.

O filme corre ligeiro, principalmente em sua primeira metade. Fica-se à distância observando um suceder de tramas sem muita contextualização que mais parece o trailer da minissérie que será exibida pela Globo daqui a alguns meses - o longa vai fazer o caminho inverso de O Auto da Compadecida, que foi originalmente produzido como minissérie e depois virou filme. 

Só que em O Tempo e o Vento, a despeito da reconstituição de época impecável, da bela fotografia do veterano Affonso Beato e dos esforços para tentar alcançar uma dimensão épica condizente com o enredo, tudo soa muito artificial e forçoso a quem assiste.

E na cartilha cinematográfica de Monjardim, se não vai por bem vai por mal. Como é praxe, o diretor abusa da trilha sonora edificante tentando arrancar impressões e sentimentos do espectador a fórceps, já que as emoções não surgem naturalmente da dramatização levada a toque de caixa.

A narrativa é conduzida pela personagem Bibiana (Fernanda Montenegro, pra variar, ótima) já em seus últimos momentos de vida. Sitiada num casarão sob o cerco dos inimigos, conta a história da formação da família Terra-Cambará e sua relação de ódio com os Amaral.

O Tempo e o Vento só deixa de ser trailer e vira filme quando começa a narrar a chegada do capitão Rodrigo Cambará a Santa Fé, onde conhece Bibiana e se apaixona. Thiago Lacerda está muito bem no papel do valente e brejeiro capitão e é provável que brilhasse se o filme permitisse.

Quase se esquece de ter visto momentos antes a sofrível interpretação de Cléo Pires como Ana Terra, avó de Bibiana. Lacerda é um canastrão, tipo de ator que se estiver na mão de um bom diretor, o que não é o caso, pode surpreender. Cléo é uma má atriz mesmo – ela consegue destoar totalmente do padrão de excelência do resto do elenco.

Mesmo como seus inúmeros problemas, O Tempo e o Vento não é um filme ruim. Mas não consegue tampouco cruzar a fronteira do mediano, apesar de estar próxima dela. Tanto capricho, até excessivo, com luz, paisagens e pores do sol lindos e redundantes chocam-se com deficiências evidentes.

É até frustrante ver a cena final, muito bem feita, de Bibiana descendo as escadas do casarão e rejuvenescendo a cada lance até encontrar seu grande amor Rodrigo e, finalmente, poder viver em paz a seu lado na eternidade.

Neste momento, se o arco dramático do filme tivesse sido bem construído, era para estarmos soluçando, contendo o choro. Mas as lágrimas não vêm e a emoção reluta a surgir pelos deslizes que foram vistos antes.

Se Monjardim tivesse se concentrado desde o início na história de amor de Bibiana e Rodrigo e deixado todo o resto em segundo plano, como fundamento para a trama romântica, talvez tivéssemos um grande filme. Não é o caso. O cinema brasileiro ainda peleja por falta de objetividade narrativa.

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