Ficha do Filme

POMPEIA

(Pompeii, 2014)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

21/02/2014

Milo (Kit Harrington) é escravo em um navio rumo a Nápoles, que luta para salvar a mulher que ama e seu melhor amigo, um gladiador preso dentro coliseu da cidade. Como se os dramas ainda não bastasse, ele terá que lidar com uma terrível erupção vulcânica que pode destruir sua cidade para sempre.

6
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Paul W. S. Anderson

Roteiro: Janet Scott Batchler, Lee Batchler, Michael Robert Johnson

Elenco: Adewale Akinnuoye-Agbaj, Carrie-Anne Moss, Currie Graham, Emily Browning, Jared Harris, Jean Frenette, Jean-Francois Lachapelle, Jessica Lucas, Kiefer Sutherland, Kit Harington, Rebecca Eady, Ron Kennell

Produção: Don Carmody, Jeremy Bolt, Martin Moszkowicz, Paul W. S. Anderson, Robert Kulzer

Fotografia: Glen MacPherson

Trilha Sonora: Clinton Shorter

Duração: 102 min.

Ano: 2014

País: Alemanha / Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 21/02/2014 (Brasil)

Estúdio: Constantin Film Produktion / Summit Entertainment

Classificação: 12 anos

EXTRAS

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IMAGENS

CRÍTICA

por Ana Carolina Addario

Uma das maiores catástrofes naturais da história, a erupção do vulcão do Monte Vesúvio dissipou a população de Pompeia em 79 d.C. e espalhou uma nuvem de rochas, cinzas e fumaça a mais de 30 quilômetros de distância. Trata-se de uma passagem trágica. Se a boa intenção de Paul W. S. Anderson em recordar esse fato fosse mais dedicada ao evento em si, talvez seu longa Pompeia fosse um filme interessante, e não apenas o relato de um romance impossível entre menina rica e garoto pobre com uma catástrofe ao fundo.

Inspirado na história da destruição de Pompeia, o filme começa relembrando passagens sobre a dominação dos povos celtas da Europa ocidental durante ascensão do Império Romano. Neste contexto, Milo é apenas um garoto quando vê sua família ser brutalmente assassinada pelo exército do senador Corvis, um ambicioso e sanguinário representante da dominação. Mais de quinze anos depois de vagar sozinho pelo mundo, é capturado como escravo e transformado em gladiador, que segue então a caminho de Pompeia, onde enfrentará novos e velhos inimigos e encontrará o amor.

Originário de uma tribo cavaleira, Milo, com seus cabelos selvagens e olhos contemplativos, é um herói mais apático do que sua história promete. Mesmo nos pontos altos do filme, o gladiador celta de Kit Harington faz mais cara de coitadinho do que qualquer outra expressão que demonstre sua natureza revolucionária. Sua valentia não convence, e tampouco sua paixão pela bela Cassia, filha de um rico empreendedor de Pompeia com ambições comerciais.

Embora a trama sobre um gladiador em busca de vingança e libertação, em tese, prometa batalhas repletas ação, o filme de Paul W. S. Anderson também não entrega boas cenas de luta. No coliseu de Pompeia, os lutadores repetem aqueles embates coreografados que ganharam fama no passado em filmes como Troia. Lembram dos saltos do Aquiles de Brad Pitt no emblemático confronto com seu inimigo Hector, vivido por Eric Bana? Eles também estão nas batalhas de Pompeia. Não são detalhes que prejudicam as cenas de luta, mas demonstram a falta de criatividade do diretor em elementos importantes da construção. Para seu público jovem, no entanto, talvez passe até desapercebido.

A dimensão dos personagens do longa é outro ponto fraco do filme de Anderson, que aposta em clichês e exagera nas caricaturas. O núcleo familiar da jovem Cassia, por exemplo, reproduz um modelo bastante conhecido em Hollywood: pai (relativamente) justo e benevolente, mãe dedicada e compreensiva, bela e única filha pela qual mocinho e vilão irão travar sua guerra. Todos reféns de um sistema político que agregaria muito mais interesse à trama do que a simples relação entre garoto pobre e menina rica a que o filme se resume.

Como o previsto, o clímax acontece durante a erupção do vulção, que cospe rochas e lava por toda a cidade e aniquila sua população gradualmente. A exibição em 3D pode melhorar a experiência, mas não representa nada visualmente muito expressivo. 

Com roteiro ingênuo e preguiçoso, Paul W. S. Anderson parece ter escolhido a maneira mais simples que podia para ambientar grandes fatos históricos: entregar uma trama romântica, uma porção de cenas manjadas de luta e atribuir o clímax do filme ao evento em si - neste caso, à própria erupção do vulcão do Monte Vesúvio. O resultado é um filme morno, com atuações pouco convincentes e caricaturas desnecessárias. Sem novidades. 

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