Ficha do Filme

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN

(We Need To Talk About Kevin, 2011)

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DVD

BLU-RAY

Estreia

27/01/2012

Eva (Tilda Swinton) é mãe de Kevin (Ezra Miller), adolescente que cometeu assassinato em massa em sua escola. Sem conseguir entender as ações do filho, ela tenta lidar com sua dor e o sentimento de culpa, por se sentir responsável pelo fato.

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Lynne Ramsay

Roteiro: Lynne Ramsay, Rory Kinnear

Elenco: Aaron Blakely, Alex Manette, Andy Gershenzon, Anna Kuchma, Anthony Del Negro, Arianna Costanzo, Ashley Gerasimovich, Blake DeLong, Caitlin Kinnunen, Daniel Farcher, Erin Maya Darke, Ezra Miller, Francesca Murdoch, Georgia X. Lifsher, Jamal Mallory-McCree, James Chen, Jasper Newell, Jennifer Kim, John C. Reilly, Johnson Chong, Joseph Basile, Joseph Melendez, Kenneth Franklin, Kimberley Drummond, Lauren Fox, Leland Alexander Wheeler, Leslie Lyles, Louie Rinaldi, Mark Elliot Wilson, Michael Pshenichniy, Miguel Angel Gallego, Paul Diomede, Rock Duer, Siobhan Fallon, Susan-Kate Heaney, Suzette Gunn, Tah von Allmen, Tilda Swinton, Todd Fredericks, Ursula Parker

Produção: Jennifer Fox, Luc Roeg, Robert Salerno

Fotografia: Seamus McGarvey

Trilha Sonora: Jonny Greenwood

Duração: 110 min.

Ano: 2011

País: Estados Unidos / Reino Unido

Cor: Colorido

Estreia: 27/01/2012 (Brasil)

Distribuidora: Paris Filmes

Estúdio: Artina Films / Atlantic Swiss Productions / BBC Films / Footprint Investment Fund / Independente / Lipsync Productions

Classificação: Livre

EXTRAS

- Sem Extras
- Formato da Tela: Widescreen Anamórfico
- Áudio: Português e Inglês
- Legendas: Português e Inglês
- Sem Extras
- Formato da Tela: Widescreen Anamórfico
- Áudio: Português e Inglês
- Legendas: Português e Inglês

IMAGENS

CRÍTICA

por Roberto Guerra

Precisamos Falar Sobre o Kevin promove um mergulho pungente no submundo de duas pessoas (mãe e filho) marcadas pelo ato monstruoso de um deles, Kevin, um jovem capaz de inspirar na audiência os piores receios sobre a paternidade. Adaptado do romance de Lionel Shriver, o filme é uma experiência dilacerante e impossível de apagar da mente depois de encerrada a sessão. A intensa experiência de assistir ao longa vai acompanhá-lo por dias, mesmo semanas depois de vê-lo.

O filme começa mostrando Eva (Tilda Swinton), uma mulher abatida, sozinha e socialmente marginalizada por um motivo não explicado. A partir daí a trama transita entre passado e presente e vamos sendo apresentados ao desenrolar dos eventos que levaram à atual situação de Eva: um crime perpetrado por seu filho em uma escola. Mas que crime? Por quê? Todas as respostas vão sendo dadas ao espectador em doses homeopáticas num trabalho narrativo elogiável da escocesa Lynne Ramsay.

Diante desse exercício magistral de culpa e horror que se desenrola diante dos olhos, o espectador é levado a vários questionamentos: É justo condenar a mãe de Kevin pelos atos dele? São os pais os culpados pela conduta violenta de seus filhos adolescentes? E se pais dedicados tiverem filhos de índole ruim? A responsabilidade por seus atos, ainda assim, seria deles?

Como Eva, Tilda Swinton está simplesmente perfeita em todas fases da vida na qual a personagem é mostrada. Ver a atriz desenvolvendo o processo de decadência e destruição íntima pelo qual passa a personagem é impressionante. É esta mulher nascida para o cinema que incorpora a Eva jovem, uma mulher livre e de espírito alegre a correr o mundo atrás de aventuras. Na cena de abertura ela está mergulhada no vermelho vivo dos tomates em uma celebração de colheita tradicional na Itália.

Um salto no tempo e a atriz incorpora a dor, o desamparo e o sofrimento de uma mãe constantemente agarrada à esperança de que suas impressões sobre o filho estejam equivocadas. E, no tempo presente, a vemos como um resquício de mulher tentando sobreviver à tragédia e rejeição.

Em todos os períodos, o vermelho é recorrente em sua vida, como quando raspa a tinta vermelha jogada em sua casa e carro por vizinhos que a culpam pelo ato do filho. Ou, então, quando seu filho espalha tinta vermelha em toda a sua sala de mapas, destruindo sua tentativa de ter um espaço só seu. Um vermelho que simboliza o sangue e a tragédia que permeiam a vida de Eva.

Vale destacar também o bom trabalho do ator Ezra Miller, que interpreta o sombrio Kevin na adolescência. Ele está assustadoramente convincente ao dar vida a um jovem tomado por um misto de desprezo entediado e ódio por aqueles que o cercam.

Precisamos Falar Sobre Kevin tem estilo visual arrojado (atentem para a ótima fotografia) e um roteiro brilhantemente estruturado, empregando uma narrativa fragmentada que desorienta em alguns momentos e arrebata em outros. Imperdível para quem deseja uma experiência na sala de cinema provocativa e, ao mesmo tempo, devastadora emocionalmente.


Prêmios e Indicações


» Melhor Filme no Festival de Cinema de Londres de 2011.

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CURIOSIDADES

Adaptação do best-seller homônimo de Lionel Shriver
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