Ficha do Filme

UMA MENTE BRILHANTE

(A Beautiful Mind, 2001)

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DVD

BLU-RAY

Uma Mente Brilhante é baseado no livro A Beautiful Mind: A Biography of John Forbes Nash Jr., de Sylvia Nasar. O filme conta a história real de John Nash que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade. Brilhante, Nash chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos, Nash enfrentou batalhas em sua vida pessoal, lutando até onde pôde. Como contraponto ao seu desequilíbrio está Alicia (Jennifer Connelly), uma de suas ex-alunas com quem se casou e teve um filho.
10
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FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Ron Howard

Roteiro: Akiva Goldsman

Elenco: Adam Goldberg, Alex Toma, Amy Walz, Anthony Easton, Anthony Rapp, Austin Pendleton, Betsy Klompus, Bob Broder, Brian Keith Lewis, Carla Occhiogrosso, Cheryl Howard, Christopher Plummer, Christopher Stockton, Darius Stone, Dave Bayer, David B. Allen, Ed Harris, Ed Jupp Jr., Eva Burkley, Glenn Roberts, Gregory Dress, Holly Pitrago, Isadore Rosenfeld, Jane Jenkins, Jason Gray-Stanford, Jennifer Connelly, Jennifer Weedon, Jesse Doran, Jillie Simon, John Blaylock, Josh Lucas, Josh Pais, Judd Hirsch, Kathleen Fellegara, Kent Cassella, Logan McCall, Lyena Nomura, Matt Samson, Michael Esper, Patrick Blindauer, Paul Bettany, Rance Howard, Roy Thinnes, Russell Crowe, Stelio Savante, Tanya Clarke, Teagle F. Bougere, Thomas F. Walsh, Tom McNutt, Tommy Allen, Tracey Toomey, Valentina Cardinalli, Victor Steinbach, Vivien Cardone, Will Dunham, Yvonne Thomas

Produção: Brian Grazer

Fotografia: Roger Deakins

Trilha Sonora: James Horner

Duração: 134 min.

Ano: 2001

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estúdio: DreamWorks SKG / Imagine Entertainment / Universal Pictures

Classificação: 12 anos

EXTRAS

- Sem Extras
- Idioma: Inglês 5.1 e Português 2.0
- Legenda: Inglês e Português
- Formato de tela: Widescreen
- Sem Extras
- Idioma: Inglês 5.1 e Português 2.0
- Legenda: Inglês e Português
- Formato de tela: Widescreen 1080p

CRÍTICA

por Celso Sabadin

Existem filmes que parecem ter sido feitos única e exclusivamente para ganhar o Oscar. Uma Mente Brilhante é um deles. O diretor Ron Howard (o mesmo de Apollo 13 e O Grinch) reza pela cartilha do prêmio da Academia de Hollywood e utiliza em seu novo trabalho todos os elementos típicos que credenciam um filme à luta pela famosa estatueta. Para o bem e para o mal.

A receita parece infalível. Anote (1) baseado em história real, (2) drama, (3) personagem principal com alguma deficiência física ou mental, (4) narrativa a mais tradicional possível, visando agradar aos conservadores membros da Academia, (5) mensagem edificante, (6) mais de duas horas de duração, (7) reconstituição de época, (8) maquiagem para envelhecimento dos personagens principais, (9) trilha sonora tipicamente hollywoodiana e (10) precisão absoluta na área técnica (som, fotografia, montagem, etc.). Está pronto o “prato principal” da festa da próxima entrega do Oscar.

Isto não significa, de maneira alguma, que Uma Mente Brilhante seja um filme ruim. Nada disso. Porém, trata-se de um trabalho absolutamente conservador, tradicional, burocrático e sem inventividade. Justamente por isso acaba agradando aos paladares mais clássicos. Se fosse uma sinfonia, Uma Mente Brilhante teria sido composto por Mozart, nunca por Beethoven. Jamais por Hermeto Paschoal.

O roteiro segue a trajetória da vida de John Nash (Russell Crowe), um matemático e pesquisador tão genial quanto perturbado. Em sua busca incessante por uma “idéia original”, Nash transforma seus estudos na Universidade de Princeton em verdadeira obsessão. Tem problemas de relacionamento, mal consegue pensar em outro assunto que não seja a Matemática e sua incrível capacidade de decifrar códigos e padrões acaba lhe rendendo um emprego no governo norte-americano. Sempre escudado pela dedicada esposa Alicia (Jennifer Connelly, a ex-garotinha de Era uma Vez na América), Nash passa a misturar realidade e ficção, dando início a um doloroso processo de esquizofrenia.

As interpretações são todas bastante convincentes, com destaque – mais uma vez – para o sempre ótimo Ed Harris. O jovem inglês Paul Bettany (no papel do amigo Charles), que recentemente roubou a cena em Coração de Cavaleiro, também merece citação. E, se em filmes anteriores o compositor James Horner se “inspirou” em temas folclóricos irlandeses (para fazer a trilha de Titanic) ou espanhóis (caso da trilha de A Marca do Zorro), agora ele “bebeu na fonte” do compositor minimalista Phillip Glass. E talvez tenha bebido com um pouco de sede demais.

Se a mente brilhante de Nash era especializada em códigos e padrões matemáticos, a direção de Ron Howard é, no mínimo, coerente: seu filme também segue rígidos códigos e padrões cinematográficos. Nash ganhou o Nobel. E ao que tudo indica, Howard ganhará o Oscar.

13 de fevereiro de 2002
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Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br

Prêmios e Indicações

2002

>> Oscar: Vencedor na categoria Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly)

>> Oscar: Vencedor na categoria Melhor Diretor (Ron Howard)

>> Oscar: Vencedor na categoria Melhor Filme

>> Oscar: Vencedor na categoria Melhor Roteiro Adaptado


» Em 2002, conquistou os Oscars de Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly), Direção, Melhor Filme, Roteiro Adaptado e foi indicado aos de Ator (Russell Crowe), Edição, Maquiagem e Trilha Sonora
» Em 2002, conquistou os Bafta Film Awards de Melhor Ator (Russel Crowe), Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly) e foi indicado aos de Melhor Filme, Roteiro Adaptado e ao David Lean Award de Direção
» Em 2002, conquistou os Globos de Ouro de Melhor Filme - Drama, Ator (Russel Crowe), Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly), Roteiro e foi indicado aos de Direção e Trilha Sonora
» Em 2002, foi indicado ao MTV Movie Awards de Performance Masculina (Russel Crowe)

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CURIOSIDADES

Robert Redford foi considerado para dirigir o filme, mas foi substituído devido à conflitos de cronograma
Tom Cruise foi considerado para interpretar John Nash
Salma Hayek foi considerada para o papel de Alicia Larde, pois ela é de El Salvador
Uma cena de amor entre Russell Crowe e Jennifer Connelly foi cortada do filme
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