Ficha do Filme

WIMBLEDON - O JOGO DO AMOR

(Wimbledon, 2004)

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DVD

Em apenas duas semanas, um tenista que está no 119º lugar no ranking - Peter Colt (Paul Bettany) - tem sua última chance de vencer um torneio na tradicional quadra de Wimbledon (Inglaterra). Além da chance de voltar ao primeiro time de tenistas, Colt ainda está prestes a conquistar o coração da jogadora que é a nova sensação das quadras, Lizzie Bradbury (Kirsten Dunst).

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FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia Romântica

Direção: Richard Loncraine

Roteiro: Adam Brooks, Jennifer Flackett, Mark Levin

Elenco: Eleanor Bron, Jon Favreau, Kirsten Dunst, Nikolaj Coster-Waldau, Paul Bettany

Produção: Eric Fellner, Jennifer Flackett, Liza Chasin

Fotografia: Darius Khondji

Trilha Sonora: Edward Shearmur

Duração: 98 min.

Ano: 2004

País: Estados Unidos / Reino Unido

Cor: Colorido

Classificação: 14 anos

IMAGENS

CRÍTICA

por Angélica Bito

Tudo na vida tem uma fórmula. Suas finanças, como lidar com relacionamentos, quantas calorias ingerir por dia, como fazer filmes. Ajustando o foco ao assunto que nos interessa, o roteiro de uma comédia romântica é algo que não costuma sair do padrão. Você tem o mocinho, a mocinha, um conflito inicial entre os dois, alguém que atrapalhe o relacionamento e o desfecho, geralmente feliz. Na verdade, o que diferencia uma comédia romântica da outra são os meandros dessas condições.

É aqui que entra a produtora inglesa Working Title, que vem se especializando nesse gênero de filmes. Um Lugar Chamado Nothing Hill, O Diário de Bridget Jones e Simplesmente Amor são algumas de suas produções: comédias românticas clássicas, mas com roupagens diferentes. Uma dose de humor que só os ingleses têm, aliada ao grau de doçura que todas as mulheres gostam, produzem um tipo de comédia romântica que consegue planar sobre os clichês sem, necessariamente, mergulhar de cabeça neles. É isso que podemos dizer sobre Wimbledon - O Jogo do Amor, filme que chega com o carimbo da Working Title.

Aqui, o romance vem aliado ao esporte, o que não significa, necessariamente, que essa característica de Wimbledon - O Jogo do Amor vá deixar os namorados/ maridos satisfeitos. O tênis, no caso, é somente uma ferramenta para situar os personagens e, claro, tornar esta produção diferente das outras do gênero. Para quem não sabe, o Wimbledon do título é o nome de uma cidade inglesa que abriga um dos principais campeonatos de tênis do circuito. Ironicamente, tenistas ingleses não têm tradição de vencer esse torneio. Até que surge nosso herói, o veterano Peter Colt (Paul Bettany). Ocupando a 119ª posição no ranking mundial, ele está preparado para abandonar as quadras nesse torneio. Sua melhor posição entre os melhores do mundo foi a 11ª, mas a idade não vem favorecendo nosso herói nesse sentido e sua carreira nas quadras - como a de todo esportista - está fadada a acabar ali mesmo.

São nas quadras de Wimbledon que a vida de Peter sofre uma reviravolta. Primeiro, ele conhece Lizzie Bradbury (Kirsten Dunst), uma jovem americana que está em plena ascensão no mundo do tênis. Ela é a favor de rápidos envolvimentos com homens entre uma partida ou outra. Para relaxar, sabe? Mas nada de se apaixonar, pois isso pode desviá-la de seu objetivo, como gosta de reforçar seu pai (Sam Neill), que cuida de sua carreira.

Já imaginou o que acontece, certo? Ele vira o azarão da competição, ela se apaixona por ele, o pai atrapalha e, de quebra, aparece um belo e jovem tenista norte-americano no caminho dos pombinhos. Mas, se você já sabe do desfecho até mesmo lendo minha crítica, por que raios deveria assistir a Wimbledon - O Jogo do Amor? O filme tem os tais dos elementos clássicos usados para prender o espectador de comédias românticas: boas piadas e personagens carismáticos. Além disso, o filme traz uma trama que, por mais previsível que seja, consegue te envolver de forma que você realmente torça pelo final feliz. Os jogos de tênis são mais emocionantes do que aqueles que você fazia questão de assistir na época em que Gustavo Kuerten estava com tudo nas quadras, porque, além da competição em si, as jogadas neste filme são filmadas de ângulos diferentes. A câmera parece dar vida à bola e, provavelmente, só será capaz disso aqui mesmo, em um filme com jogos de tênis.

Mas o filme não é feito somente de raquetadas certeiras: falta química entre os atores que mais deveriam tê-la, Paul Bettany e Kirsten Dunst. Na verdade, faltou também carisma a esses dois atores que, apesar de competentes, não foram feitos para um filme desse gênero - especialmente quando falamos de Bettany. Sabe quando você sai do filme achando que faltou alguma coisa?

Agora, se você procura diversão e romance no cinema, Wimbledon - O Jogo do Amor deve agradar por misturar, de forma leve e delicada, os ingredientes que gostamos tanto de ver nas comédias românticas. Porque, nesse caso, nunca se abomina completamente os clichês e as frases feitas. Caso contrário, passe longe da sala de cinema para evitar a decepção completa.

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