007 - UM NOVO DIA PARA MORRER

007 - UM NOVO DIA PARA MORRER

(Die Another Day)

2002 , 132 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 10/01/2003

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lee Tamahori

    Equipe técnica

    Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade

    Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: David Arnold

    Estúdio: Danjaq, Eon Productions, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), United Artists

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Ami Chorlton, Ben Wee, Bill Nash, Colin Salmon, Cristina Contes, Daryl Kwan, Deborah Moore, Emilio Echevarría, Halle Berry, Ho Yi, Ian Pirie, James Wallace, Joaquín Martínez, John Cleese, Judi Dench, Kenneth Tsang, Lawrence Makoare, Lucas Hare, Manolo Caro, Mark Dymond, Michael G. Wilson, Michael Madsen, Mikhail Gorevoy, Oliver Skeete, Paul Darrow, Pierce Brosnan, Rachel Grant, Rick Yune, Rosamund Pike, Sai-Kit Yung, Samantha Bond, Sarllya, Simón Andreu, Stewart Scudamore, Toby Stephens, Vincent Wong, Will Yun Lee

  • Crítica

    10/01/2003 00h00

    É mais do que um filme. 007 – Um Novo Dia para Morrer é uma espécie de “edição comemorativa” dos 40 anos da franquia mais bem-sucedida da história do cinema. Mais do que simplesmente contar uma nova aventura de James Bond, o filme alinha uma série de referências que homenageia os outros 19 longas da série.

    Por exemplo: a bela Jinx (Halle Berry) sai do mar com um biquíni laranja, um cinturão branco e uma faca presa à cintura praticamente iguais ao que Ursula Andrews usou em 007 Contra o Satânico Dr. No, de 1962. Jinx é quase picotada por um raio laser, da mesma forma que acontece em 007 Contra Goldfinger, de 1964. A luta que se segue é coreografada praticamente nos mesmos moldes daquele filme. A cena de Ícaro se abrindo no espaço é muito similar à tomada espacial de Com 007 só se Vive Duas Vezes, de 1967. As lutas com espadas japonesas também. Repare ainda que na cena da esgrima, Graves (Toby Stephens) diz "Well, diamonds aren´t for everyone", numa clara referência ao filme 007 - Os Diamantes São Eternos (Diamonds Are Forever), de 1971. O relógio com dispositivo a laser, especial para cortar superfícies sólidas, é praticamente o mesmo usado em 007 Contra GoldenEye, de 1995. O agente volta a dirigir seu tradicional Aston Martin com assento ejetável. E há mais, muito mais. Basta ficar bem atento... e ser um Bondmaníaco.

    A história, ah sim, a história, como se alguém se importasse com ela: desta vez, o inimigo é Zao (Rick Yune, de Velozes e Furiosos), um norte-coreano que consegue colocar Bond numa terrível enrascada: o agente é preso e torturado na Coréia, onde come o pão que o diabo amassou durante mais de um ano. Quando finalmente ele é trocado por um outro prisioneiro, 007 inicia sua terrível vingança. No meio do caminho, em Cuba, ele encontra Jinx, provavelmente uma das mais sensuais e atuantes Bond Girls dos últimos anos. Halle Barry – contratada para o papel antes de ganhar o Oscar pelo drama A Última Ceia – esbanja carisma e sensualidade, tornando-se um dos pontos altos do filme.

    O resto é tudo aquilo que se espera de um bom filme de James Bond: escapadas impossíveis, deliciosos diálogos de duplo sentido (vários deles intraduzíveis), altas doses de charme inglês e locações espetaculares (no caso, na Finlândia, Espanha, Escócia, Espanha e Havaí). O público aprovou o resultado e deixou nas bilheterias mundiais mais de US$ 300 milhões. Some-se a isso outros US$ 120 arrecadados em merchandising, antes mesmo do filme ser lançado. Um recorde.

    Talvez a única “heresia” cometida contra a Fórmula Bond seja o fato do prólogo não contar uma história diferente da que é mostrada no decorrer do filme propriamente dito, contrariamente a todos os episódios anteriores da série. Mas, até o final dos agitados 132 minutos de projeção, até os mais puristas vão relevar este fato.

    8 de janeiro de 2003
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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