11 DE SETEMBRO

11 DE SETEMBRO

(11'09"01)

2002 , 130 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alejandro González Iñárritu, Amos Gitai, Danis Tanovic, Mira Nair, Sean Penn, Youssef Chahine

    Equipe técnica

    Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Amos Gitai, Danis Tanovic, Sabrina Dhawan, Sean Penn, Youssef Chahine

    Produção: Alain Brigand

    Fotografia: Declan Quinn, Mustafa Mustafic, Pierre-William Glenn, Samuel Bayer

    Trilha Sonora: Gustavo Santaolalla, Manu Dibango, Salif Keita, Tarô Iwashiro

    Elenco

    Ahmed Seif Eldine, Akira Emoto, Aleksandar Seksan, Alex Martial Traoré, Augusto Pinochet, Dzana Pinjo, Emmanuelle Laborit, Ernest Borgnine, George W. Bush, Henry Kissinger, Jérôme Horry, Kapil Bawa, Ken Ogata, Keren Mor, Kumiko Aso, Lionel Gaël Folikoue, Lionel Zizréel Guire, Liron Levo, Maryam Karimi, Mitsuko Baishô, Nour El-Sherif, Ren Aim Bassinga, René Aimé Bassinga, Rodrigue Andr Idani, Rodrigue André Idani, Salvador Allende, Taleb Adlah, Tanvi Azmi, Tatjana Sojic, Tetsuro Tamba, Tomer Russo, Tomoro Taguchi, Vladimir Vega

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o produtor Alain Brigand pediu a 11 cineastas que cada um realizasse um curta-metragem para uma coletânea que seria exibida internacionalmente. Inspirados naquele dia, todos os realizadores tiveram liberdade artística para refletir sobre o atentado, desde que obedecessem a uma única regra: cada filme deveria ter, rigorosamente, a duração de 11 minutos, 9 segundos e 1 frame - ou 110901, que é o título original do filme.

    Danis Tanovic e Ken Loach relacionam a data do atentado a outros acontecimentos. Tanovic lembra-se do dia 11 de julho de 1995, quando ocorreu o massacre em Srebrnica e Loach, e rememora que Salvador Allende foi deposto do governo chileno em 11 de setembro de 1973. Idrissa Ouedraogo realizou uma comédia reflexiva sobre Burkina Faso. Samira Makhmalbaf mostra uma professora que tenta explicar o ataque a um grupo de crianças. Sean Penn evoca a vida de uma viúva que morava à sombra das duas torres desabadas. Claude Lelouch descreve as reações de vários surdos ao evento, ou que testemunharam o evento. Shonei Imamura recorre às memórias japonesas da Segunda Guerra Mundial e Mira Nair mostra os problemas das minorias étnicas. Amos Gitaï dá a sua interpretação sobre o papel da mídia em uma informação de significado internacional. Alejandro González Iñárritu apresenta 11 minutos de preces na escuridão, enquanto Youssef Chahine reflete a perspectiva do Oriente Médio.

    O resultado é um filme único – irregular é verdade, como não poderia deixar de ser diante da diversidade dos cineastas -, mas um documento histórico que merece ser conferido.

    21 de novembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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