12 HORAS

12 HORAS

(Gone)

2012 , 94 MIN.

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 13/04/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Heitor Dhalia

    Equipe técnica

    Roteiro: Allison Burnett

    Produção: Chris Salvaterra, Dan Abrams, Gary Lucchesi, Sidney Kimmel, Tom Rosenberg

    Fotografia: Michael Grady

    Trilha Sonora: David Buckley

    Estúdio: Lakeshore Entertainment, Sidney Kimmel Entertainment

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Alles Mist, Amanda Seyfried, Amy Lawhorn, Blaine Palmer, Daniel Sunjata, Danny Belrose, Diego Sanchez, Emily Wickersham, Erin Carufel, Jeanine Jackson, Jennifer Carpenter, Joel David Moore, Jordan Fry, Katherine Moennig, Meredith Adelaide, Michael Paré, Noel Taylor, Robert Blanche, Sam Upton, Sarah Willey, Sean Goodearl, Sebastian Stan, Socratis Otto, Ted Rooney, Tim Harrold, Tom Hestmark, Victor Morris, Wes Bentley

  • Crítica

    10/04/2012 16h52

    Quem se propõe a assistir a um thriller quer adrenalina na veia. Quer ficar tenso e inquieto na poltrona. Nada mais frustrante, portanto, que se sentir relaxado vendo um filme desprovido de emoção se desenrolar diante dos olhos. 12 horas é assim, frio e cinzento como os bosques de Portland onde foi rodado.

    Com roteiro de Allison Burnett (do fraco Anjos da Noite: O Despertar), a estreia do brasileiro Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo) em Hollywood carece de curva dramática - aquela variação da intensidade da trama em relação ao tempo -, essencial num filme do gênero.

    A historia do longa gira em torno de Jill (Amanda Seyfried, de A Garota da Capa Vermelha), uma jovem que tem de lidar com o desaparecimento da irmã Molly (Emily Wickersham, de Eu Sou o Número Quatro), que some misteriosamente de casa.

    O sumiço da irmã faz emergir em Jill os traumas de um sequestro que ninguém acredita ter acontecido. Ela afirma ter sido a única a conseguir escapar de um serial killer tempos atrás e acredita agora que sua irmã é vítima do mesmo criminoso. A polícia a ignora completamente, já que nunca houve qualquer prova de que um dia tenha sido sequestrada de fato - os tiras pensam que ela sofra de alucinações. Diante disso, Jill parte sozinha para encontrar o assassino e salvar sua irmã, se é que ela foi mesmo sequestrada.

    O mote nada tem de original, mas se bem engrendrado poderia ao menos render uma produção mediana. O problema é que a partir desse ponto a história é soterrada por uma avalanche de pistas falsas com pretensão de iludir o espectador. A certa altura, se um extraterrestre surgisse na tela não causaria grande furor. Seria até bem-vindo para tirar a audiência do marasmo. A pergunta-chave do filme é: Jill realmente está certa ou aqueles olhos arregalados denotam apenas uma mente perturbada? Isso, claro, você só descobre no fim da trama num desfecho pra lá de insosso.

    A miscelânea de tentativas frustradas de se fazer suspense, encabeçadas por uma Amanda Seyfried histérica e chata, não resulta em clima de tensão e cansa com o passar do tempo. A adrenalina de 12 Horas não é intravenosa nem de uso tópico. É inexistente.

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