15 MINUTOS

15 MINUTOS

(15 Minutes)

2001 , 121 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Herzfeld

    Equipe técnica

    Roteiro: John Herzfeld

    Produção: David Blocker, John Herzfeld, Keith Addis, Nick Wechsler

    Fotografia: Jean-Yves Escoffier

    Trilha Sonora: Anthony Marinelli

    Estúdio: New Line Cinema

    Elenco

    Avery Brooks, Charlize Theron, Edward Burns, John DiResta, Karel Roden, Kelsey Grammer, Kim Catrall, Melina Kanakaredes, Oleg Taktarov, Robert De Niro, Vera Farmiga

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Tudo acontece em Nova York, um lugar onde a polícia e a televisão se unem em busca de criminosos e de fama. É lá que o conhecido detetive Eddie Fleming (Robert De Niro) divide seu tempo entre caçar assassinos e desenvolver seu marketing pessoal junto à imprensa. A situação já bastante violenta da cidade piora ainda mais com a chegada de Karel (Emil Slovak) e Oleg (Oleg Razgul, de Força Aérea Um), dois criminosos vindos da Europa Oriental. A perigosa dupla logo percebe que para “fazer a América” é preciso, antes de mais nada, conseguir visibilidade e projeção junto à mídia. E sem os conhecidos “15 minutos de fama” preconizados por Andy Warhol, ninguém consegue nada na terra de Tio Sam. O plano de Karel e Oleg para obter sucesso de audiência é dos mais terríveis.

    Escrito e dirigido por John Herzfeld (o mesmo de Contrato de Risco), 15 Minutos demora a decolar, mas aos poucos consegue conquistar a platéia. A princípio, tem-se a impressão de que ele será apenas mais um filme policial, igual a tantos outros, mas principalmente do meio para o final ele ganha corpo, expõe mais claramente sua intenção de criticar o poder da mídia e – principalmente – demonstra o doentio hábito da sociedade americana de idolatrar seus criminosos mais famosos.

    O roteiro foge do lugar comum e vez por outra oferece reviravoltas inesperadas. Talvez um corte de alguns minutos pudesse dar maior agilidade à montagem, mas este detalhe ganha importância secundária quando comparado à força da denúncia e da crítica contidas no argumento.

    Repare em uma rápida cena onde um programa sensacionalista de TV permite a exibição das mais perversas atrocidades criminosas, mas cobre com um “bip” sonoro a palavra “fuck”, dita por um dos assassinos. É o auge da hipocrisia.

    24 de abril de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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