180º

180º

(180º)

2010 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 16/09/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eduardo Vaisman

    Equipe técnica

    Roteiro: Claudia Mattos

    Fotografia: Thiago Lima

    Trilha Sonora: Fernando Moura

    Estúdio: Limite Produções

    Distribuidora: Moviemobz

    Elenco

    Eduardo Moscovis, Felipe Abib, Malu Galli

  • Crítica

    12/09/2011 22h00

    Analisar filmes é uma tarefa prazerosa justamente por não ser tediosa. São tantas variáveis dentro de uma obra de cinema que cada produção – boa ou ruim – carrega uma espécie de impressão digital. É única, com seus defeitos e qualidades. 180º, primeiro longa-metragem do diretor carioca Eduardo Vaisman, não é diferente. Curiosamente, suas idiossincrasias não estão nos elementos da trama, nem na forma como foi filmado, mas em seu desenvolvimento. Começa bem, se desenvolve com destreza capaz de segurar a atenção do espectador, mas infelizmente se perde nos minutos finais por ter um desfecho aquém do que foi mostrado ao longo da projeção.

    A história gira em torno de triângulo amoroso entre jornalistas e avança para um conflito sobre plágio de um livro, também envolvendo os protagonistas. Anna (a excelente Malu Galli) e Russell (Eduardo Moscovis) trabalham na mesma redação de jornal e vivem juntos. Bernardo (Felipe Abib) começa a trabalhar lá também, como estagiário, e logo se torna amigo de Anna.

    A relação do casal, até então perfeita, é abalada pela morte do pai de Russell, que a partir daí, decide largar a carreira, se mudar para o sítio que pertencia ao pai, no interior, e assumir os negócios envolvendo uma plantação de laranjas. Anna, por sua vez, decide abrir sua própria editora e passa a publicar livros. É quando chega em suas mãos uma obra escrita por Bernardo, inspirada em caderneta que ele diz ter achado num bar. O livro se torna um best-seller e Ana se envolve com o estagiário, que passa a receber ameaças do suposto dono da caderneta, que reclama os direitos autorais das ideias contidas na publicação.

    O filme não é desenvolvido de forma linear e o espectador vai conhecendo detalhes da vida de cada personagem e suas peculiaridades aos poucos, por meio de flashbacks. Neste ponto, 180º é bem-sucedido. O diretor Eduardo Vaisman trabalha bem as idas e vindas, sem se perder ou cansar o público, o que deixa na audiência a sensação contínua de que as aparências podem enganar. A tática é batida, mas de certo funciona num filme que transita pelo gênero suspense.

    Os problemas nestes momentos se concentram na trilha sonora redundante. As sutis mudanças de rumo na trama, bem trabalhadas pelo roteiro e desenvolvidas a contento pelo trio de protagonistas, são antecipadas pelas alterações de tom na trilha, que parece anunciar: “olha, algo está para acontecer”, como se preciso fosse.

    Apesar do incômodo, 180º consegue ir adiante num crescente dos níveis de tensão que deixa explícito a proximidade de um final explosivo. Nesse ponto o longa frustra as expectativas até do mais condescendente dos espectadores. Um final simplório e nada criativo é o que se apresenta a quem embarcou na trama. Uma pena.

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