2 DIAS EM NOVA YORK

2 DIAS EM NOVA YORK

(2 Days in New York)

2012 , 96 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 26/04/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Julie Delpy

    Equipe técnica

    Roteiro: Alexia Landeau, Julie Delpy

    Produção: Christophe Mazodier, Hubert Toint, Jean-Jacques Neira, Scott Franklin, Ulf Israel

    Fotografia: Lubomir Bakchev

    Estúdio: Alvy Productions, BNP Paribas Fortis Film Fund, In Production, Polaris Films, Protozoa Pictures, Saga Film, Senator Film Produktion, TDY Filmproduktion, Tempête Sous un Crâne

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Abby Nelson, Albert Delpy, Alex Manette, Alexandre Nahon, Alexia Landeau, Angela Rago, Anna Kuchma, Arthur French, Ashley Klein, Bhavesh Patel, Brady Smith, Carmen Lopez, Chris Rock, Christie Nacinovich, Daniel Brühl, Darlene Violette, David Coburn, Dylan Baker, Emily Wagner, Erin Darke, Gregory Korostishevsky, Johnny Tran, Julie Delpy, Kate Burton, Kendra Mylnechuk, Luigi Scorcia, Mai Loan Tran, Malinda Williams, Marcus Ho, Owen Shipman, Panicker Upendran, Petronia Paley, Pun Bandhu, Simon Jutras, Talen Ruth Riley, Tatina de Marinis, Vincent Gallo

  • Crítica

    22/04/2013 14h00

    Em dado momento desta comédia dirigida, roteirizada e protagonizada pela atriz francesa Julie Delpy (Antes do Amanhecer), um crítico de arte comenta ao avaliar uma exposição de fotos: "Eu gosto do tema mais do que da execução". É provável que muitos espectadores sintam o mesmo ao assistir 2 Dias em Nova York. O filme está mais para um piloto de sitcom do que para uma comédia sobre choque de costumes. Talvez se Delpy não acumulasse tantas funções – ela também é produtora – o longa tivesse encontrado um rumo.

    O filme é um derivado de 2 Dias em Paris, que a atriz dirigiu em 2007. Marion (Delpy) agora mora em Nova York, é mãe e trocou Jack (Adam Goldberg) pelo radialista Mingus (Chris Rock, estranhamente contido aqui). A vida da família vira do avesso com a visita do excêntrico pai de Marion (Albert, pai de Delpy na vida real), de sua atirada irmã Rose (Alexia Landeau) e de seu namorado maconheiro Manu (Alexandre Nahon).

    Não se preocupe se não viu o primeiro filme, bem mais palatável do que este por sinal. A proposta aqui é acompanharmos a supostamente divertida situação de tensão estabelecidada assim que os familiares franceses de Marion pousam em solo americano e são detidos na alfândega pelo contrabando de algo insólito. E seguem tentativas tacanhas de se extrair humor desta e outras situações. Tudo pouco ou nada engraçado.

    Paralelamente, Marion se prepara para uma mostra de suas fotos em que o ponto alto será o leilão conceitual de sua alma. O estresse com a família deixa a artista atordoada, o que a faz tomar atitudes idiotas e contar mentiras sem cabimento. A situação tira seu marido do sério e este chora suas mágoas para um display de Barack Obama que tem no escritório. Difícil dizer o que é menos risível nisso tudo.

    O filme é carregado de artificialismo fruto de situações improváveis, piadas insossas e personagens caricatos. Delpy parece extremamente insegura no comando do longa que, em momento algum, convence o espectador da realidade apresentada. Se não bastasse, a parte final nos "brinda" com constrangedora participação do ator Vincent Gallo (Tetro) como uma espécie de Mefistófeles. Aqui o que era apenas sem graça torna-se ridículo.


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