3 MACACOS

3 MACACOS

(Üç Maymun/ Three Monkeys)

2008 , 109 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 27/02/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nuri Bilge Ceylan

    Equipe técnica

    Roteiro: Ebru Ceylan, Ercan Kesal, Nuri Bilge Ceylan

    Produção: Zeynep Özbatur

    Fotografia: Gökhan Tiryaki

    Estúdio: Pyramide Productions

    Elenco

    Cafer Köse, Ercan Kesal, Gürkan Aydin, Hatice Aslan, Rifat Sungar, Yavuz Bingöl

  • Crítica

    27/02/2009 00h00

    Quais os limites de uma família para se manter unida? 3 Macacos acompanha como três pessoas - pai,mãe e filho - lidam com os fantasmas do passado, as tentações do presente e o esforço delas para se manterem unidas, nem que seja nas aparências.

    O diretor Nuri Bilge Ceylan (Distante), que recebeu o prêmio de direção em Cannes, constroi um retrato de tolerância na convivência. Porém, não há suavidade: cada um leva seu quinhão de sofrimento para manter de pé uma casa que parece mais e mais caminhar para as ruínas.

    Eyüp (Yavuz Bingöl) trabalha como motorista para o político Servet (Ercan Kesal) que se envolve em um atropelamento às vésperas da eleição. Temeroso de que o fato atrapalhe sua imagem pública, oferece dinheiro para que Eyüp assuma o crime, o que de fato ocorre.

    Uma vez na prisão, a vida da família sofre mudanças gradativas. Servet usa a carência de Hacer (Hatice Aslan), esposa de Eyüp, para seduzi-la. O filho Ismail (Ahmet Rifat Sungar) está sob pressão para passar no vestibular, mas só pensa em pegar o dinheiro da "indenização" e comprar um carro para transportar crianças. Um caldeirão cujo caldo está prestes a desandar.

    O tratamento visual dessa história pula de uma coloração amarelada para uma ambientação acinzentada. A Turquia pincelada na vida desses personagens vai do calor que traz esperança ao vazio e desesperança do cotidiano. Dá dó olhar o desespero interior de cada membro da família e as mentiras que eles tentam tornar verdades.

    Um argumento interessante para um filme. Bilge Ceylan é bem sucedido ao apresentar como os três lutam e se fingem cegos para não encarar o óbvio. A fotografia é outro elemento manipulado para mostrar a cegueira de Eyüp, Hacer e Ismail. Porém, o roteiro de Ercan Kesal (que atua no longa como o político Servet), Nuri e Ebru Ceylan cria desfechos óbvios para momentos fundamentais da trama. Os pontos de interrogação que eles criam se revelam previsíveis, que enfraquecem a força apresentada por outros elementos para contar a história do desabamento familiar.

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