4 MESES, 3 SEMANAS, 2 DIAS

4 MESES, 3 SEMANAS, 2 DIAS

(4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile)

2007 , 113 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 25/01/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Cristian Mungiu

    Equipe técnica

    Roteiro: Cristian Mungiu

    Produção: Cristian Mungiu, Oleg Mutu

    Fotografia: Oleg Mutu

    Elenco

    Alexandru Potocean, Anamaria Marinca, Cerasela Iosifescu, Doru Ana, Ion Sapdaru, Laura Vasiliu, Tania Popa, Teodor Corban, Vlad Ivanov

  • Crítica

    25/01/2008 00h00

    Quem acompanha o noticiário cinematográfico provavelmente já sabe do que se trata o filme 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias. Afinal, ele foi o grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2007. É uma pena. O ideal mesmo seria entrar no cinema, relaxar no escuro e assistir ao longa sem saber do que ele se trata. O impacto poderia ser ainda maior. Mas, de qualquer maneira, vamos lá. Quem sabe a informação passou despercebida pelo leitor.

    A primeira cena mostra dois peixes num pequeno aquário. A água é pouca, a situação é sufocante e claustrofóbica. Serve de indício ao que está para acontecer com as estudantes e colegas de quarto Otilia (Anamaria Marinca, ecelente) e Gabita (Laura Vasiliu), que também estão prestes a viver momentos de desespero. O cenário é a antiga Romênia comunista, refém de crises de desabastecimento e compras escusas no mercado negro. Otilia parece fazer de tudo para tentar descontrair a tensa Gabita, que por sua vez passa a impressão de se esconder sob suas próprias inseguranças e se aproveitar da boa vontade da amiga. Otilia quase briga com o namorado por causa de Gabita, procura com insistência alugar um quarto de hotel para ambas e sai em busca de um homem rude e misterioso, tudo em favor da amiga. Para quê? O roteiro demorará mais ou menos meia hora para revelar. Daí para frente, a tensão só aumenta.

    O diretor romeno Cristian Mungiu opta por longos planos silenciosos e enquadramentos fixos de tempos estendidos com grande poder de gerar aflição e inquietação crescentes na platéia. É cru e cruel ao extremo ao jogar com a platéia cenas nas quais o horror é apenas sugerido, com momentos de explicitação pura. Segue a escola de Michael Haneke, de Cachê, e dos irmãos Dardenne, de A Criança. Cai no gosto da crítica subvertendo o ritmo alucinógeno do "cinemão" comercial. Não se propõe a ser fácil, nem a agradar ninguém, conseguindo assim um cinema visceral de pouquíssimas concessões.

    Mungiu tira o ar da platéia, que se sente como os peixinhos do início do filme.

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