400 CONTRA 1 - UMA HISTÓRIA DO CRIME ORGANIZADO

400 CONTRA 1 - UMA HISTÓRIA DO CRIME ORGANIZADO

(400 contra 1 - Uma História do Crime Organizado)

2009 , 98 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 06/08/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Caco Souza

    Equipe técnica

    Roteiro: Júlio Ludemir, Victor Navas

    Produção: Nelson Duarte

    Fotografia: Rodolfo Sánchez

    Trilha Sonora: Max de Castro

    Estúdio: Destiny International, Globo Filmes, Lereby Produções, Manga Rosa Filmes, MegaColor, Regina Filmes

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Anderson Jader, Andy Gerker, Arno Pruner, Augusto Garcia, Branca Messina, Cléber Borges, Daniel de Oliveira, Daniela Escobar, Ed Canedo, Edu Regnier, Fabrício Boliveira, Felipe Kannenberg, Francisco Carlos de Oliveira, Francisco Pithon, Gerson Delliano, Gregory Martins, Hélio Nóbrega, Jefferson Brasil, Jonathan Azevedo, Kid Azevedo, Leandro Borgonha, Luciana Brites, Lui Mendes, Luiz Bertazzo, Luiz Fernando Kuns, Marcel Szymanski, Marcelo Leôncio, Marcelo Zulian, Munir Kanaan, Negra Li, Nei Mendes, Orlando Brasil, Paul Hey, Paulo Letier, Paulo Marques, Rodrigo Brassoloto, Ronald Pinheiros, Tarcísio Alencar, Willian J. Shakespeare, Zeca Cenovicz

  • Crítica

    01/09/2010 18h17

    400Contra1: Uma História do Crime Organizado tinha a complicada missão de contar, em menos de duas horas, o surgimento do Comando Vermelho dentro de um filme que misturasse gêneros, especialmente o de ação/policial e o romance. O diretor pegou Caco Souza pegou uma fração de Quase Irmãos, de Lúcia Murat, e para contar o resultado do encontro de presos políticos e comum na carceragem de Ilha Grande.

    A belíssima fotografia de Rodolfo Sánchez (cinematógrafo dos primeiros filmes de Babenco, como O Beijo da Mulher Aranha, e parceiro de longa data de Ugo Giorgetti) nos ajuda a, visualmente, entrarmos de cabeça nos anos 70, período no qual a história se passa. A trilha sonora, escolhida por Max de Castro, traz participações precisas, como Funk Brother Soul, de Gerson King Combo, o rei do soul nos subúrbios cariocas, logo nos créditos de abertura.

    O problema é que 400Contra1: Uma História do Crime Organizado, quando passa da etapa de ambientação, não engrena. Em vários momentos parece que vamos finalmente encontrar no filme em potencial um filme de verdade, mas ele não se concretiza.

    Há um problema muito sério de dramaturgia. Num filme que procura manter a tensão para colocar o espectador próximo da história, é inadmissível que, durante a projeção, nos sintamos tão distante das personagens e com aquela incômoda sensação de que tudo não passa de um filme, de mentirinha. Um erro para algo uma produção que se propõe como ilusão temporária por duas horas.

    Outro responsável por manter os personagens, até mesmo o protagonista William da Silva (vivido por Daniel de Oliveira), é a opção do roteiro por utilizar tantos flashbacks e flashforwards. Num momento, estamos em 1980, depois voltamos para 1971, avançamos para 74, voltamos para 72....

    Os personagens ficam sem continuidade e, pior, sem cara. Se eles morrem, se conseguem assaltar o banco, se o esconderijo é descoberto, no filme, pouco importa. Que pena, porque havia tanto coisa ali a ser desenvolvida, vidas com particularidades que ficaram perdidas no emaranhado de idas e vindas de 400Contra1: Uma História do Crime Organizado.

    A interpretação de Daniel de Oliveira ou mesmo do bom elenco coadjuvante fica comprometida por um texto que parece ter sido feito apenas para ser dito, não para ser sentido. 400Contra1: Uma História do Crime Organizado, infelizmente, não se concretiza.

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