(500) DIAS COM ELA

(500) DIAS COM ELA

((500) Days of Summer)

2009 , 95 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 06/11/2009

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Marc Webb

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael H. Weber, Scott Neustadter

    Produção: Jessica Tuchinsky, Mark Waters, Mason Novick, Steven J. Wolfe

    Fotografia: Eric Steelberg

    Trilha Sonora: Mychael Danna, Rob Simonsen

    Estúdio: Watermark

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Chloe Moretz, Clark Gregg, Geoffrey Arend, Joseph Gordon-Levitt, Matthew Gray, Patricia Belcher, Rachel Boston, Zooey Deschanel

  • Crítica

    05/11/2009 12h43

    Tentando convencer um amigo para assistir a (500) Dias com Ela, ele argumentou: “Não vou porque é um chick flick”. Este termo é utilizado para definir filmes que têm como público-alvo as mulheres. Geralmente, chick flick e “comédia romântica” são colocados no mesmo balaio. Filmes românticos são somente para mulheres? Não necessariamente e esta é uma exceção. Mesmo porque (500) Dias com Ela não é um filme romântico como os outros.

    Em sua estreia como diretor de longa-metragem após vasta experiência com videoclipes, Marc Webb brinca com os clichês do gênero, invertendo situações e personagens, aproximando o espectador dos dramas vividos por Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt). Ele toca seus dias sem muitas cores, trabalhando numa empresa que cria cartões festivos, aqueles que distribuímos no natal e nos aniversários. Quando ele descobre a colega de trabalho Summer (Zooey Deschanel), acredita: é a mulher perfeita para ele.

    Tom é o tipo de pessoa que cresceu ouvindo músicas e vendo filmes de amor, supervalorizando o sentimento. Quando descobre que tem uma colega de trabalho fã de Smiths, projeta nela todas as suas expectativas afetivas. Quando normalmente é a mulher quem idealiza o amor – pelo menos nos filmes do gênero -, em (500) Dias com Ela é o personagem masculino que carrega esse estigma. Summer, por sua vez, nunca esconde a falta de crença em relação ao amor, fruto de um lar desfeito ainda na infância. Claro que uma relação entre dois personagens com expectativas tão opostas nunca dará certo, fato já revelado nos primeiros minutos.

    Além de reverter os papéis no quesito “expectativas”, Webb também apresenta uma narrativa entrecortada por animações, dividindo em dias a relação entre Tom e Summer. Transitando entre o fim e o início da relação em ordem não-cronológica, (500) Dias com Ela apresenta um retrato mais honesto e sincero sobre o amor do que a maioria das produções do gênero. Tom idealiza o amor e não é assim que as coisas são, o que aprendemos depois de alguns relacionamentos desfeitos e dezenas de paixões não-correspondidas. Mas o filme não chega a apontar erros, mas apresenta, de uma forma honesta e clara, como uma separação, principalmente, é superestimada.

    O roteiro, escrito por Scott Neustadter e Michael H. Weber (ambos de A Pantera Cor de Rosa 2), valoriza os diálogos rápidos e divertidos, repletos de referências tanto ao mundo pop quanto ao universo dos amores desfeitos. São valores universais e, por isso, (500) Dias com Ela sai do universo chick flick para conquistar um público maior. Afinal, não são homens e mulheres que acreditam e sofrem com o amor, independente do que carrega entre as duas pernas?

    Sempre que vejo um filme de amor – desses irreais, com finais felizes que desafiam a inteligência da maioria dos espectadores -, penso que é também por causa desse tipo de cinema que ainda sofro por causa de relacionamentos. No entanto, (500) Dias com Ela é uma espécie de antídoto, um lembrete da realidade: a gente sofre, mas supera e segue em frente.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus