72 HORAS

72 HORAS

(The Next Three Days)

2010 , 113 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 24/12/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paul Haggis

    Equipe técnica

    Roteiro: Paul Haggis

    Produção: Marc Missonnier, Michael Nozik, Olivier Delbosc, Paul Haggis

    Fotografia: Stéphane Fontaine

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: Fidélité Productions, Hwy61, Lionsgate Films

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Aisha Hinds, Alissa Haggis, Allan Steele, Barry Bradford, Brenna McDonough, Brian Dennehy, Daniel Stern, David Flick, Dawn Renee, Denise Dal Vera, Derek Cecil, Elizabeth Banks, Etta Cox, Fabio Polanco, Glenn Taranto, Helen Carey, James Donis, James Francis Kelly III, James Ransone, Jason Beghe, Jeff Hochendoner, John Bryant Davila, Jonathan Berry, Jonathan Tucker, Kaitlyn Wylde, Kathy Fitzgerald, Kevin Corrigan, Lauren Haggis, Lennie James, Leslie Merrill, Liam Neeson, Lisa Ann Goldsmith, Melissa Jackson, Michael Buie, Moran Atias, Nazanin Boniadi, Olivia Wilde, Patrick Brennan, Patrick McDade, Quantia Mali, Rachel Deacon, Remy Nozik, Rick Warner, Russell Crowe, RZA, Sean Huze, Tamara Gorski, Toby Green, Tom Quinn, Trudie Styler, Ty Simpkins, Tyler Green, Tyrone Giordano, Veronica Brown, Zachary Sondrini

  • Crítica

    14/12/2010 16h35

    São vários os filmes sobre uma família comum que, repentinamente, tem sua vida virada de cabeça para baixo por causa de um acidente e/ou crime e/ou mal entendido. Não é uma fórmula exatamente nova. Mas confesso que a utilização desta fórmula no filme 72 Horas me provocou uma tensão como há muito tempo não sentia no cinema.

    A tal família comum é composta por John Brennan (Russel Crowe, o eterno Gladiador), sua esposa Lara (Elizabeth Banks) e o pequeno filho Luke. Num dia qualquer, como outro qualquer, durante um café da manhã digno de um comercial de margarina, a polícia invade a casa dos Brennan e arrasta Lara para a cadeia, acusada de ter assassinado sua patroa. Todas as provas a incriminam. Dificilmente Lara sairá desta.

    Desesperado, John passa a elaborar uma fuga mirabolante para a esposa. Mas do que um simples professor, sem nenhuma vivência no mundo do crime, seria realmente capaz? Respostas só no final do ótimo roteiro que o próprio diretor Paul Haggis adaptou do original francês Pour Elle, estrelado por Vincent Lindon e Diane Kruguer em 2008.

    Paul Haggis está associado a alguns dos melhores sucessos recentes de Clint Eastwood. Foi ele quem escreveu os roteiros de A Conquista da Honra e Menina de Ouro, além do argumento de Cartas de Iwo Jima. Como diretor, também saiu-se muito bem comNo Vale das Sombras e Crash – No Limite, ambos igualmente roteirizados por ele.

    Agora, em 72 Horas, Haggis ratifica seu talento para o thriller policial, sem abandonar o drama humano, gênero que o consagrou. Desenvolve personagens com veracidade e profundidade, ao mesmo tempo em que cria uma forte dose de empatia com a plateia, fator indispensável para o funcionamento ideal do forte ritmo de suspense que dominará a última parte do filme. Sabe o tempo exato de iludir com pistas falsas e – de quebra – recorre a Cervantes (afinal, o protagonista é um professor) para ensaiar uma breve provocação filosófica: é melhor ser feliz num mundo imaginário ou sofrer no mundo real?

    Isso sem contar a crítica que faz à internet, onde John pesquisa com facilidade alguns golpes ilícitos que o ajudarão a infringir a lei.

    Claro que existem aqueles velhos vícios do cinemão comercial americano, como fazer questão de amarrar didaticamente todas as pontas soltas no final, mas nada que tire o mérito deste thriller vibrante e sufocante.

    Repare no quase irreconhecível Daniel Stern (um dos assaltantes trapalhões de Esqueceram de Mim) no pequeno papel do advogado de John, e inebrie-se com o show particular de Brian Dennehy interpretando o avô.

    Infelizmente o filme não teve nos EUA o merecido sucesso de bilheteria, faturando pouco mais da metade de seu custo. Merece uma sorte melhor por aqui.

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