9 CANÇÕES

9 CANÇÕES

(9 Songs)

2004 , 69 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Winterbottom

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael Winterbottom

    Produção: Andrew Eaton, Michael Winterbottom

    Fotografia: Marcel Zyskind

    Trilha Sonora: Alex Kapranos, Bob Hardy, Nick McCarthy

    Estúdio: Revolution Films

    Elenco

    Alex Kapranos, Bob Hardy, Cian Ciaran, Courtney Taylor-Taylor, Franz Ferdinand, Gruff Rhys, Guto Pryce, Huw Bunford, Kieran O'Brien, Margot Stilley, Michael Nyman, Nick McCarthy, Robert Young, The Dandy Warhols

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A tríade "sexo, drogas e rock-and-roll" é, possivelmente, uma das mais notórias da cultura pop. Se não a mais. Fácil cair no clichê ao explorá-las, a não ser que você resolva "chutar o pau da barraca" e fazer um filme intercalando cenas de sexo explícito e shows de rock das bandas mais descoladas da atualidade. Está aí a fórmula tão polêmica e artisticamente bem-sucedida de 9 Canções, honesto tratado de amor ao sexo e ao rock dirigido por Michael Winterbottom (A Festa Nunca Termina).

    Matt (Kieran O'Brien, que já trabalhou com o diretor em filmes anteriores) e Lisa (a estreante Margot Stilley) são fãs de rock-and-roll. Eles se conhecem em um show do Black Rebel Motorcycle Club - devidamente documentado pelo diretor - e, desde então, passam a viver um relacionamento baseado em sexo. Pelo menos é essa a impressão que temos, uma vez que as cenas entre os dois presentes no filme são sexuais. O relacionamento dura aproximadamente um ano e, durante esse tempo, o filme nos mostra não apenas sua intimidade, mas também os shows que freqüentam. As músicas escolhidas sempre têm a ver com o momento pelo qual o casal está passando: nada melhor do que iniciar e terminar esse ciclo na vida de ambos com Black Rebel Motorcycle Club tocando ao vivo Whatever Happened To My Rock and Roll no começo e Love Burns no final. Além da banda norte-americana, outras também são inseridas em apresentações ao vivo durante os sugestivos 69 minutos de filme, como The Von Bondies, Elbow, The Dandy Warhols, Primal Scream, Super Furry Animals e Franz Ferdinand.

    Terreno delicado esse no qual Winterbottom pisa para executar este projeto. Trata-se de uma obra explicitamente pessoal e intimista. As intenções parecem ser claras e, apesar da mesmice no roteiro e do ainda chocante sexo explícito entre os protagonistas, 9 Canções consegue limpar a aura suja que o ato sexual ganha nos filmes pornôs por meio de sua belíssima fotografia, baseada na luz natural dos ambientes e corpos filmados. Não é sexo de filme pornô, com loiras turbinadas e gemidos estupidamente artificiais. É sexo entre duas pessoas absolutamente normais, que fazem coisas na intimidade como eu ou você.

    Apesar disso, não há como não se sentir chocado. Não por ser um filme ruim, ou porque o próprio sexo seja ruim, mas esse tabu relacionado ao ato ainda está intrínseco. Por isso a polêmica. Uns consideram 9 Canções pura pornografia ofensiva disfarçada de arte. Outras, como eu, acreditam que o filme não é ofensivo, muito pelo contrário. Afinal, quem nunca quis ver um filme pornô muito bem filmado com uma trilha sonora incrível?

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