Cartaz de Uma Juíza Sem Juízo

UMA JUÍZA SEM JUIZO

(9 mois ferme)

2013 , 82 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 26/06/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Albert Dupontel, Héctor Cabello Reyes

    Equipe técnica

    Roteiro: Albert Dupontel, Héctor Cabello Reyes, Olivier Demangel

    Produção: Catherine Bozorgan

    Fotografia: Vincent Mathias

    Trilha Sonora: Christophe Julien

    Estúdio: ADCB Films, France 2 Cinéma, Manchester Films, Wild Bunch

    Montador: Christophe Pinel

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Albert Dupontel, Alex Fondja, Babetida Sadjo, Bouli Lanners, Christian Hecq, Christophe Pinel, Gilles Gaston-Dreyfus, ichèle Bernard-Requin, John Arnold, Laure Calamy, Michel Fau, Nicolas Marié, Philippe Duquesne, Philippe Uchan, Raphaël Mathon, Sandrine Kiberlain, Yolande Moreau

  • Crítica

    26/06/2014 01h51

    Há quem diga que os franceses sofrem de um mau humor crônico. É então curioso perceber tantas comédias de sucesso nos últimos anos vindas de lá  - Eu, Mamãe E Os Meninos e Um Plano Perfeito estão aí para derrubar tal teoria. O mais novo integrante deste grupo é a divertida Uma Juíza Sem Juizo, estrelada e dirigida por Albert Dupontel.

    A protagonista aqui é a  juíza Ariane Feldier, brilhantemente interpretada pela veterana Sandrine Kiberlain. Aos 40 anos, ela é a típica mulher bem sucedida, isolada do mundo e focada em sua carreira. Logo no começo, é questionada sobre sua solteirice. "Sou uma mulher inteligente e mulheres inteligentes são solteiras", rebate.

    Tal sisudez é desvirtuada durante uma festa em que Ariane toma um porre e engravida de um criminoso acusado de um crime bárbaro. O bandido é retratado logo no início exatamente da maneira esperada: uma pessoa sem escrúpulos, de sangue frio e má por natureza.

    É aí que o filme brinca com os estereótipos que construiu em uma tentativa de humanizar os protagonistas. Boa parte das sequências criadas para este propósito beira o absurdo e traz referências esperadas para um filme francês - como piadas sobre a culinária local e sobre a rivalidade entre França e Inglaterra. Por outras vezes o longa flerta com o drama, construíndo situações que encorpam a personalidade do casal principal. Sandrine e Dupontel, confortáveis em seus papéis, se conectam com o espectador sem dificuldades.

    Sem se preocupar com o politicamente incorreto, o longa abusa das ironias e passeia por temas complicados como aborto, violência doméstica e manipulação midiática, embora, obviamente, os temas apenas apareçam para ilustrar momentos dos personagens, sem maiores pretensões.

    Ponto positivo também para a escolha dos coadjuvantes. Nicolas Marié, por exemplo, rouba a cena interpretando um advogado gago. Fique atento para não perder as participações especiais do premiado Jean Dujardian (O Artista) e do diretor Gaspar Noé.

    Longe dos clichês do gênero, está aqui um filme divertido e surpreendente, tanto que acabou reconhecido no César deste ano com os prêmios de melhor roteiro e melhor atriz. Uma Juíza Sem Juizo é uma comédia que faz rir, algo que parece mais raro de se encontrar do que franceses bem-humorados caminhando por Paris.

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