A ÁRVORE DA VIDA (2011)

A ÁRVORE DA VIDA (2011)

(The Tree of Life)

2011 , 138 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 12/08/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Terrence Malick

    Equipe técnica

    Roteiro: Terrence Malick

    Produção: Bill Pohlad, Brad Pitt, Dede Gardner, Grant Hill, Sarah Green

    Fotografia: Emmanuel Lubezki

    Trilha Sonora: Alexandre Desplat

    Estúdio: Brace Cove Productions, Cottonwood Pictures, Plan B Entertainment, River Road Entertainment

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Alex Draguicevich, Anne Nabors, Brad Pitt, Brayden Whisenhunt, Bryce Boudoin, Christopher Ryan, Cole Cockburn, Cooper Franklin Sutherland, Crystal Mantecon, Dustin Allen, Erma Lee Alexander, Finnegan Williams, Fiona Shaw, Hudson Lee Long, Hunter McCracken, Irene Bedard, Jackson Hurst, Jessica Chastain, Jessica Fuselier, Jimmy Donaldson, Joanna Going, John Cyrier, John Howell, Julia M. Smith, Kameron Vaughn, Kelly Koonce, Kimberly Whalen, Laramie Eppler, Margaret Hoard, Michael Dixon, Michael Koeth, Michael Showers, Nicholas Yedinak, Nicolas Gonda, Samantha Martinez, Savannah Welch, Sean Penn, Tamara Jolaine, Tommy Hollis, Tye Sheridan, Tyler Thomas, Wally Welch, Will Wallace, William Hardy

  • Crítica

    11/08/2011 16h00

    A Árvore da Vida, quinto longa-metragem do bissexto diretor Terrence Malick, toma como ponto de partida a busca de respostas a uma questão: qual é o significado da existência humana? Uma única pergunta resulta num filme que provoca as mais sérias inquietações sobre o "simples" fato de estarmos vivos.

    O que não falta a Árvore da Vida são imagens impactantes – aliás, não faria mal a meia dúzia de cineastas se Malick emprestasse um décimo de seu talento de filmar para alguns colegas de profissão. O fluxo cíclico da vida, os fins e os recomeços, as pequenas mortes de insignificâncias diárias estão todas lá, na câmera. Mestre, o cineasta coloca nela, a câmera, a volúpia de seu principal questionamento.

    Temos nesse filme personagens perdidos no tempo e no espaço, cegos para algo maior e perambulando dia após dia tentando encontrar um sentido para viver. Seja um pai autoritário (Brad Pitt), uma esposa passiva (Jessica Chastain), um filho que odeia o pai (Sean Penn) e, na idade adulta, observa com extrema distância o desenvolvimento do mundo.

    Como enxergar profundamente o sentido da vida quando é dificílimo abandonarmos as mesquinharias cotidianas para observar o próprio ato de estar vivo com distância? É impossível ter clareza quando se está no olho do furacão. Tanto nós, espectadores, como eles, os personagens, estão envolvidos na cegueira típica quando o instinto da sobrevivência é quem comanda. Trata-se de um exercício diário de isolamento cultivar uma saudável distância com a própria vida..

    Por isso são muito precisas as opções narrativas de Malick, que indica um tempo (aparentemente, anos 1950), mas não encerra as possibilidades temporais, muito menos a do lugar. É um filme sobre estar à deriva e tentar tomar as rédeas do ato de estar vivo, compreendendo-o. Não é pouca pretensão para um longa de pouco mais de duas horas.

    A Árvore da Vida, Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes deste ano, tem fôlego, mas pede também uma revisão mais serena e distanciada do alumbramento que suas imagens provoca. Tudo no filme é lindo, magnânimo, estrondoso: do som dominador ao mais discreto fotograma, nenhum componente de imagem é banal.

    Por trás da beleza, surge também uma leve sensação de descompasso entre a o êxtase imagético e o discurso do próprio filme. Após a poeira baixar, permanece um sutil sentimento de que A Árvore da Vida é uma carta de introdução a questões filosóficas, mas não de aprofundamento complexo em torno delas.

    Limitação intrínseca de um filme, que obviamente não é um tratado. Mesmo assim, isso não elimina a reação que a imagem é mais profunda do que o discurso que tenta sustentar.

    Senões que não invalidam o estatelamento que A Árvore da Vida provoca ou sua força em inaugurar proposições existenciais que deveriam permear nossa existência não só durante a sessão, mas antes e depois: qual o sentido da vida?


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