A BATALHA DE RIDDICK

A BATALHA DE RIDDICK

(The Chronicles Of Riddick)

2004 , 119 MIN.

Gênero: Ficção Científica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Twohy

    Equipe técnica

    Roteiro: David Twohy

    Produção: Scott Kroopf, Vin Diesel

    Fotografia: Hugh Johnson

    Trilha Sonora: Graeme Revell

    Estúdio: One Race Productions

    Elenco

    Alexa Davalos, Colm Feore, Judi Dench, Karl Urban, Vin Diesel

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Uma coisa pode se dizer de A Batalha de Riddick: trata-se de um filme que te faz pensar. Ao longo da projeção, por exemplo, não parei de pensar no fato de alguém gastar US$ 120 milhões numa produção e a concluir de forma tão infeliz. Sem ser condescendente, é tanta bobagem e falta de relevância que não tem efeito especial ou direção de arte que consigam ofuscar a mediocridade.

    A Batalha de Riddick é a seqüência de Eclipse Mortal (2000), filme que lançou o hoje astro de filmes de ação Vin Diesel. A aposta na continuação se deu pelo fato de Diesel ter se tornado um astro e David Twohy - diretor de ambos os filmes -, recebido inúmeros elogios na época do lançamento de Eclipse Mortal, por ter feito um bom thriller de ficção científica mesmo dispondo de um orçamento limitadíssimo. Desta vez, dinheiro não faltou, o que faltou mesmo foi boas idéias.

    Para quem desconhece a história, Riddick (Vin Diesel) é um fora-da-lei que vive vagando pelas galáxias enquanto é importunado aqui e ali por caçadores de recompensas que pretendem levá-lo de volta à prisão. De passagem pelo planeta Helion, ele presencia sua tomada pelos Necromongers, espécies de guerreiros mortos-vivos que impõem sua religião às civilizações conquistadas. A coisa é mais ou menos assim: ou você se converte ou morre. Apesar de todo seu poderio e exércitos grandiosos, os Necromongers vão passar um dobrado por conta de Riddick que, entre suas inúmeras habilidades, consegue matar um homem armado apenas com uma caneca de chá. O cara não é fraco não.

    Daí em diante é fácil imaginar o que acontece. Vin Diesel faz cara de bad boy, distribui muita porrada em seus desafetos e fala uma frase de efeito atrás da outra com sua voz gutural. Tudo ambientado em cenários futuristas ora bem feitos ora falseados.

    Além da cena da caneca de chá, o filme tem outros paroxismos da falta de senso que levam ao riso. Quando estão num planeta hostil chamado Crematória, onde se localiza uma prisão subterrânea de segurança máxima, Riddick e outros fugitivos têm de chegar rápido a uma nave antes que o sol nasça e eleve a temperatura instantaneamente para 700 graus. Eles não conseguem chegar a tempo, mas sobrevivem mesmo assim. Sabe como? Escondendo-se atrás de uma pedra! Só isso! E nosso herói ainda exala fumaça do corpo como um personagem de desenho animado.

    Ao final, a pergunta que não quer calar é: O que diabos Judi Dench esta fazendo neste filme?!

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