A BELA QUE DORME

A BELA QUE DORME

(Bella Addormentata)

2012 , 116 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 05/07/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marco Bellocchio

    Equipe técnica

    Roteiro: Marco Bellochio, Stefano Rulli, Veronica Raimo

    Produção: Giovanni Stabilini, Marco Chimenz, Riccardo Tozzi

    Fotografia: Daniele Ciprì

    Trilha Sonora: Carlo Crivelli

    Estúdio: Babe Film, Cattleya, Friuli Venezia Giulia Film Commission, La Banque Postale Images 5, Rai Cinema, Sofica Manon 2

    Montador: Francesca Calvelli

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Alba Rohrwacher, Alessandro Federico, Angela Favella, Antonio De Matteo, Antonio Pauletta, Brenno Placido, Bruno Cariello, Carla Stella, Carlotta Cimador, Carmelo Galati, Caterina Silva, Cristina Odasso, Diana Hobel, Diego Pagotto, Eleonora Fuser, Enrico Cavallero, Fabrice Scott, Fabrizio Falco, Federica Fracassi, Filippo Gili, Francesca Bigi, Francesca Golia, Francesco Roder, Giacomo Tarsi, Gianmarco Tognazzi, Gigio Morra, Giorgio Basile, Giulia Maulucci, Isabelle Huppert, Mario Martinelli, Maurizio Fanin, Maya Sansa, Michele Riondino, Paola Bonesi, Paola Tarantino, Pier Giorgio Bellocchio, Raffaella Cascino, Riccardo Cirilli, Roberto Herlitzka, Ruth Morandini, Sara Alzetta, Simona Nobili, Toni Servillo, Vanessa Scalera, Vittoria Piancastelli

  • Crítica

    01/07/2013 05h13

    A discussão sobre a eutanásia de Eluana Englaro, italiana cujo acidente de carro deixou 17 anos em estado vegetativo, certamente, causou impacto maior do que se pode mensurar. A Bela que Dorme levou essa hipótese à vida de diversos personagens, na tentativa de transmitir os sentimentos causados pelo acontecimento. Conseguiu, em partes.

    Em uma das histórias, uma mãe passa a vida esperando a filha desenganada acordar do coma.  A personagem vivida pela ótima Isabelle Huppert (A Professora de Piano) deixa tudo de lado, incluindo filho, marido e sua exímia carreira de atriz. Tenta acreditar em Deus, mas não consegue. Vê o tempo passar pela janela, tão imóvel quanto à garota prostrada na maca com tubos de oxigênio.

    Os tons escuros de sua casa empregam o ar de temor semelhante ao de uma igreja. As cenas passadas dentro do lugar são as mais bonitas do filme, cujos traços marcantes não estão na parte estética. Sua força reside nos personagens.

    Entre os que ganham maior destaque estão o senador de esquerda Toni Servillo e sua filha Maria, militante católica em defesa da vida de Eluana. Os dois entram em um embate particular sobre o assunto de abrangência mundial. A garota conhece Roberto e se apaixona por ele, que precisa lidar com um irmão com distúrbios mentais dependente de sua atenção. Além deles, uma junkie suicida e um médico idealista integram esse repertório, entre outros.

    Apesar de o fundamento de cada história ser interessante e elas estarem entrelaçadas, não há fluência no ritmo do longa coescrito e dirigido por Marco Bellocchio. Quando você praticamente esqueceu um personagem, ele reaparece subitamente, enquanto outros não saem de vista; deixa a impressão de certas tramas terem sido elaboradas de forma mais cuidadosa na comparação com outras, de potencial tão ou mais envolvente.

    Essa oscilação ao transitar por diferentes mundos não deixa espaço para o aprofundamento de alguns personagens e suas miríades de valores, crenças e sentimentos.  Apesar disso, o elenco leva vantagem por ser composto de bons atores, com desempenho notável até nas passagens rápidas.

    A Bela que Dorme causa impacto por tratar de um tema tão controverso: a liberdade de escolha do indivíduo em relação à própria morte. Quando não há capacidade de decisão consciente, o assunto torna-se ainda mais delicado. E, ao tentar abordá-lo em toda sua amplitude, o longa não consegue manter o ritmo - mesmo com diversos pontos positivos.

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