A BRUXINHA E O DRAGÃO

A BRUXINHA E O DRAGÃO

(Lilly the Witch: The Dragon and the Magic Book/ Hexe Lilli: Der Drache und das Magische Buch)

2009 , 89 MIN.

Gênero: Fantasia

Estréia: 22/01/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stefan Ruzowitzky

    Equipe técnica

    Roteiro: Stefan Ruzowitzky

    Produção: Tom Roca

    Fotografia: Peter von Haller

    Trilha Sonora: Ian Honeyman

    Estúdio: Buena Vista International

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Alina Freund, Anja Kling, Ingo Naujoks, Leonard Boes, Marie-Lou Baumer, Michael Mittermeier, Pilar Bardem, Yvonne Catterfeld

  • Crítica

    06/01/2010 15h32

    É sempre uma tarefa complicada para a maioria dos críticos de cinema, especialmente os que ainda não atravessaram a paternidade ainda, escrever a respeito de filmes infanto-juvenis. Já faço esta ressalva para ninguém acusar que eu sou um chato que não sabe apreciar a magia de A Bruxinha e o Dragão.

    Isto posto, tiro o chapéu para a versatilidade de Stefan Ruzowitzky. Ele começou no videoclipe (recordam-se de Tearin’ Up My Heart, do N’Sync?), dirigiu o assustador Anatomia, ganhou o Oscar com o sisudo Os Falsários e agora comanda uma fantasia baseada na personagem dos livros de Knister, a bruxinha Lili.

    Há duas divisões muito claras no filme: a magia e o apelo infantil da garotinha e os trechos em que Ruzowitzky comanda o longa com a cabeça de um adulto, com referências a Chaplin e a Fritz Lang. Ao primeiro aspecto.

    Numa floresta encantada, a bruxa boa que mantém a paz, Surulunda (Pilar Bardem), já está velha e precisa encontrar uma substituta para a tarefa de proteger o livro mágico, ameaçado pela ganância do vilão Hierônimus (Ingo Naujoks). Obviamente, ele quer dominar o mundo e, para tal, precisa do livro para construir uma máquina que vai instaurar a tristeza absoluta.

    Qual a novidade do roteiro? Praticamente nenhuma. Óbvio que Lili (Alina Freund) vai querer usar a magia para fins pouco nobres e egoístas (alguém se lembra de Sabrina, A Aprendiz de Feiticeira?), vai precisar da ajuda da turma (Get Along Gang?), passar por desafios (Cinderela?) etc.

    Mas há diversos momentos de muito bom gosto, especialmente a sequência inicial com uma borboleta passeando sobre uma linda aquarela. Não faltam aventura, piadas, sustos. Ou seja, mesmo sem a originalidade do roteiro (há algo mais óbvio que proteger um livro com mágicas?), está garantida a diversão das crianças.

    Agora, confesso que o que mais me interessa em A Bruxinha e o Dragão é quando Ruzowitzky filma como gente grande. Para ilustrar como seria o mundo se Hierônimus o dominasse e instaurasse a tristeza, o diretor dirige e enquadra como se retratasse o nazismo.

    Vai além e faz uma linda e eficiente referência a O Grande Ditador, além de construir a máquina destruidora tão poderosa quanto a Máquina do Coração, de Metrópolis. Momentos como esse, regados a música expressionista, mostram que Ruzowitzky sabe usar suas referências estéticas a favor da história a ser contada.

    Para adultos que não morrem de paixão por filmes infanto-juvenis (meu caso), um deleite. Já para os que buscam o atrativo da magia dos contos de fadas adaptados aos tempos modernos, A Bruxinha e o Dragão não decepciona: é o óbvio bem executado. Fofinho, se preferirem.

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