A CAÇADA (2007)

A CAÇADA (2007)

(The Hunting Party)

2007 , 102 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 08/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Richard Shepard

    Equipe técnica

    Roteiro: Richard Shepard

    Produção: Mark Johnson, Paul Hanson, Scott Kroopf

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Elenco

    Diane Kruger, Dylan Baker, James Brolin, Jesse Eisenberg, Joy Bryant, Ljubomir Kerekes, Mark Ivanir, Richard Gere, Terrence Howard

  • Crítica

    08/08/2008 00h00

    Logo no início de A Caçada, podemos jurar que estamos diante de um filme de Michael Winterbottom (O Preço da Coragem). Substituimos o rock do The Sweet, mais festivo, pelo de Van Morrison, mais politizado, e subtraímos toda a tensão sociológica e estamos diante de uma versão mais solta e esperta de Bem-vindo a Sarajevo. A região é a mesma, a profissão dos personagens é a mesma, a situação política idem. Apenas aquele jeitão auto-importante em excesso de Winterbottom, o bom samaritano, está ausente, o que faz toda a diferença.

    Richard Shepard (O Matador) escreveu o roteiro a partir de um artigo da revista Esquire e dirigiu o filme ao ritmo de um rockão setentista, o que às vezes faz com que ele se pareça com algo do Guy Ritchie (Snatch - Porcos e Diamantes).

    Shepard parece falhar apenas na dose de comoção que pretende misturar ao relato de Simon, um jornalista badalado vivido por Richard Gere (Chicago), que um dia pira e sai falando verdades que o status quo não gostaria de ouvir sobre a guerra. Obviamente ele será colocado em uma geladeira, o que o faz sobreviver às custas de sub-empregos, cobrindo conflitos que a mídia normalmente não se aventura a cobrir. Cinco anos após o cessar fogo nos Balcãs, ele reencontra seu parceiro de reportagens, o câmera Duck, interpretado pelo carismático Terrence Howard (Ritmo de um Sonho), e o convence a partir para uma reportagem arriscada com um criminoso de guerra foragido.

    Há um trunfo no filme: fica clara que a linha entre ficção e documento é extremamente frágil, e a própria narração em off (feita por Duck, após os acontecimentos), deixa clara a possibilidade de que tudo pode ser apenas uma história, criada para causar sensação. Esse também é o ponto frágil, pois, ao ampliar o leque de possibilidades, Shepard coloca seu filme em uma frágil instância em que nada parece importar de fato. Nada mais parece digno de ser levado a sério, o que sobra não faz jus a essa intenção de irreverência. Temos, então, uma incômoda mistura de melodrama com sátira, sendo que nenhuma dessas características é explorada para valer.

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