A CASA DE ALICE

A CASA DE ALICE

(A Casa de Alice)

2007 , 92 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 15/11/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chico Teixeira

    Equipe técnica

    Roteiro: Chico Teixeira

    Produção: Patrick Leblanc, Zita Carvalhosa

    Fotografia: Mauro Pinheiro Jr

    Trilha Sonora: Eduardo Santos Mendes

    Estúdio: Superfilmes

    Elenco

    Berta Zemel, Carla Ribas, Felipe Massuia, Ricardo Vilaça, Vinicius Zinn, Zé Carlos Machado

  • Crítica

    15/11/2007 00h00

    Estréia do documentarista Chico Teixeira (Carrego Comigo) na direção de um longa-metragem de ficção, A Casa de Alice chega no circuito comercial brasileiro tendo acumulado uma série de importantes prêmios nos festivais internacionais pelos quais passou, nacionais e internacionais. Em 2006, quando o filme ainda estava inacabado, recebeu um prêmio de apoio à finalização no Festival de San Sebastian. Depois de exibido no Festival Internacional de Berlim, foi premiado em Miami, no Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Só para citar alguns.

    A Alice (Carla Ribas) do título é uma mãe de família como tantas outras, "de carne e osso", como ela mesma diz em dado momento do filme. Manicure, é casada com o taxista Lindomar, com quem tem três jovens filhos. Eles moram num apartamento com a avó, dona Jacira, responsável pelos afazeres domésticos. Aos poucos, acompanhamos por meio dos olhos da avó como esta família tão comum e trivial parece desmoronar em meio a pequenas tragédias pessoais.

    Pelo extremo realismo e a composição dos personagens, feita de forma profunda e honesta, A Casa de Alice envolve de forma seca e sincera o espectador, principalmente por ser baseado em acontecimentos plausíveis, que poderiam acontecer comigo ou com você, apesar de ficcionais. Ao mesmo tempo, o drama é o retrato de uma safra atual cinematográfica brasileira. A que vale a pena ser vista, no caso.

    Com personagens reais e palpáveis, cujos dramas se relacionam diretamente com o público, o filme envolve de uma forma seca e contundente por não abusar dos floreios na composição. A ausência de trilha sonora, ao mesmo tempo em que existe a valorização dos sons que compõem o ambiente, faz com que a impressão de realidade seja mais vívida ainda. A direção de Teixeira é crua, beirando o documental (herança de sua experiência no gênero); os atores, de feições comuns, apresentam interpretações realistas de forma que o próprio espectador consiga se relacionar de forma sincera com suas histórias; a trama é baseada em casos triviais, mas que se tornam grandiosos e emocionantes, principalmente pela direção acertada e as atuações convincentes. Com destaque a Carla Ribas, que, protagonizando um longa pela primeira vez, segura muito bem a responsabilidade de ser a condutora das pequenas tragédias que compõem a história.

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