A CASA DE SANDRO

A CASA DE SANDRO

(A Casa de Sandro)

2009 , 75 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gustavo Beck

    Equipe técnica

    Roteiro: Gustavo Beck

    Produção: Alexandre Mancen

    Fotografia: Haroldo Borges

    Trilha Sonora: Eduardo P. Silva

    Distribuidora: Vitrine Filmes

  • Crítica

    20/10/2009 18h51

    Premiado no Cine PE, entre outros eventos cinematográficos onde foi exibido em 2008, o diretor Gustavo Beck assinou Ismar e, agora, apresenta seu primeiro longa-metragem, o documentário A Casa de Sandro.

    Na Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada nem janeiro de 2009 na cidade mineira [onde o documentário foi exibido ao público pela primeira vez], o diretor definiu que pretendia "documentar o convívio das pessoas na casa". A primeira cena já entrega o que podemos esperar nos 80 minutos de projeção: um réptil é observado de longe pela câmera. Estático em meio a uma piscina por mais de um minuto - o que nos faz pensar que está morto, enquanto aguardamos ansiosamente a ação ocorrer frente à câmera -, ele se move, mostrando estar vivo, e sai do quadro. O enquadramento estático, contemplativo - apesar do diretor se negar a usar esta palavra por achá-la "perigosa por tirar a ação do observador" -, é sustentado durante todo o filme. Não sabemos muito bem quem é Sandro. O filme não pretende delinear o personagem, mas sim observá-lo, mesmo que seja por transparências, com obstáculos que impedem a visão geral do quadro, ou mesmo de longe. Desta forma, a câmera de Beck assume uma posição de voyeur, realmente documentando não somente o protagonista, mas sua relação com as pessoas e os elementos de sua casa.

    No início, a câmera olha o personagem de longe, como se observasse a figura de Sandro com interesse e distanciamento. Aos poucos, a distância é menor e descobrimos mais sobre o cotidiano do Sandro que dá nome ao filme. Nada muito concreto, além do fato dele ser pintor. Para que as cenas envolvam o espectador de uma forma mais completa, o som é bastante trabalhado em A Casa de Sandro. Sons de pássaros, ventos e todos os elementos naturais que cercam a casa do protagonista são sublinhados pela edição de som.

    Mas trata-se de um filme bastante complexo e difícil, podendo ser compreendido e talvez apreciado após uma analise mais cuidadosa do espectador. O tipo de produção que somente poderia encontrar público interessado mais em festivais do que no circuito comercial.

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