A Casa dos Mortos

A CASA DOS MORTOS

(Demonic)

2014 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Terror

Estréia: 12/02/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Will Canon

    Equipe técnica

    Roteiro: Doug Simon, Max La Bella, Will Canon

    Produção: James Wan, Lee Clay

    Fotografia: Michael Fimognari

    Trilha Sonora: Dan Marocco

    Estúdio: Dimension Films, First Point Entertainment, Icon Entertainment International, IM Global

    Montador: Josh Schaeffer

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Aaron Yoo, Alex Goode, Ashton Leigh, Cody Horn, Dustin Milligan, Frank Grillo, Griff Furst, Jesse Steccato, Maria Bello, Megan Park, Meyer DeLeeuw, Scott Mechlowicz, Terence Rosemore, Tyson Sullivan

  • Crítica

    10/02/2015 10h25

    Por Daniel Reininger

    Está cada vez mais difícil assistir a um terror que realmente assuste ou inove. Atualmente, o gênero vive de reciclar ideias e apostar no certo ao invés de arriscar ir além para conseguir novos públicos. Diretores e produtores atolam seus filmes de clichês para satisfazer o público fiel, que sem opção melhor, acaba por consumir qualquer lançamento que apareça. Esse é o caso de A Casa Dos Mortos, filme capaz de divertir, mas que não foge da mesmice na qual o gênero se encontra.

    A trama acompanha a investigação da cena de um crime chocante em uma casa abandonada. O problema é que essa mesma casa foi cenário de um massacre similar décadas antes. Um policial (Frank Grillo) e uma psicóloga (Maria Bello) são chamados para investigar o caso e aos poucos descobrem que os jovens morreram enquanto tentavam evocar fantasmas. Como o nome em inglês (Demonic) já diz, as coisas se complicam, afinal eles estão lidando com, ao menos, um demônio.

    A narrativa alterna cenas da investigação, na qual um dos jovens é interrogado, com flashbacks dos acontecimentos na casa horas antes. Com isso, o suspense vai crescendo e, embora o espectador saiba do final sangrento do ritual, ele não sabe exatamente o que aconteceu ou quem foi o culpado pelas mortes. Ou ao menos essa era a ideia, afinal após a metade do filme tudo fica muito claro e fica fácil adivinhar exatamente o que está acontecendo e, para piorar, o que ainda vai acontecer.

    Isso é consequência da quantidade enorme de pistas fornecidas pela história. Embora o roteiro seja relativamente bem amarrado, o diretor Will Canon tem problemas em manter os detalhes do assassinato em segredo. Diálogos, olhares, informações demais vão destruindo o clima criado com cuidado nos momentos iniciais, e bem quando as cenas de sustos são mais frequentes, o mistério desaparece. Como consequência, o filme se arrasta até o final, incapaz de manter a atmosfera necessária para a grande revelação.

    Como a premissa do filme é realmente interessante e as cenas de fantasmas são, de fato, bem feitas, o longa acaba por chegar ao fim sem irritar completamente e, quem desligar o cérebro e apenas curtir os sustos, pode realmente se divertir. Além disso, a presença de Maria Bello e Frank Grillo ajuda a dar um pouco de credibilidade ao texto, com atuações mais maduras do que o restante do elenco.

    No final das contas, A Casa dos Mortos é o típico filme feito para fãs do gênero e nada mais. Mesmo entre esses, o longa deve dividir opiniões. Alguns vão gostar, claro, enquanto os mais exigentes devem ficar entediados com a dificuldade em manter o clima ou surpreender, como acontece com tantos outros longas recentes. Enquanto ficamos na espera de outra ótima produção de terror, o jeito é se contentar com mais do mesmo.

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