A CELA

A CELA

(The Cell)

2000 , 107 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tarsem Singh

    Equipe técnica

    Roteiro: Mark Protosevich

    Produção: Julio Caro

    Fotografia: Paul Laufer

    Trilha Sonora: Howard Shore

    Elenco

    Jennifer Lopez, Vince Vaughn, Vincent D'Onofrio

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O leitor agüenta mais uma história sobre serial killers psicopatas? Então, lá vai: estréia neste feriadão prolongado o thriller A Cela, com Jennifer Lopez no papel principal.

    A história mostra Carl Stargher (Vincent D´Onofrio), um homem perturbado que seqüestra, tortura e mata mulheres com características em comum. Minucioso, ele constrói uma cela de vidro inquebrável que é lentamente inundada, afogando suas prisioneiras de forma desesperadora. Tudo é fotografado e filmado pelo assassino que, depois de matar, executa bizarros rituais com os corpos de suas vítimas.

    O agente do FBI - e sempre tem um agente do FBI - Peter Novak (Vince Vaugh), finalmente descobre o esconderijo do maníaco. Mas, inexplicavelmente, Stargher está em coma, incapaz de informar a localização do cativeiro onde mais uma garota aguarda desesperada pelo seu terrível destino. A única chance de salvar a moça é convencer a Dra. Catherine Deane (Jennifer Lopez), a cooperar. Psiquiatra de talento, Deane está desenvolvendo uma nova técnica baseada na realidade virtual, através da qual ela pode penetrar na mente de seus pacientes, para resolver melhor seus problemas. Porém, mergulhar nos pensamentos de um psicopata não vai ser tarefa das mais fáceis para a doutora.

    A Cela marca a estréia no cinema do diretor indiano Tarsem Singh (ele assina somente Tarsem), mais conhecido pelos seus comerciais de televisão e videoclipes premiados, como "Loosing My Religion", que dirigiu para o grupo R.E.M. Esta formação de Tarsem explica o caráter eminentemente visual do filme. A Cela é, antes de mais nada, um imenso delírio. Um mergulho de cores, formas e sensações que tenta reproduzir as mais terríveis loucuras que poderiam estar escondidas dentro de uma mente psicopata. Neste sentido, o filme é ao mesmo tempo deslumbrante e perturbador (algumas cenas podem sensibilizar estômagos mais delicados). Não por acaso, alguns especialistas de Hollywood já apontam A Cela como presença praticamente assegurada na próxima festa do Oscar, concorrendo principalmente nas categorias de Direção de Arte e Figurinos (estes assinados por Eiko Ishioka, a mesma de Drácula de Bram Stoker).

    Porém, como tem acontecido muito no cinema americano, faltou história, faltou roteiro. Para quem curte cinema como espetáculo cênico e visual, A Cela é uma ótima pedida para o feriadão. Já quem prefere conteúdo deve escolher outro filme.


    01 de novembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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